“A Bíblia sendo a palavra de Deus de quem tem fé e a sente assim, é a revelação divina. Uma guia da fé e da prática do bem. E eu me sinto feliz em ter conseguido aprovar em meu mandato parlamentar uma lei 10.335, que institui o Dia Nacional da Bíblia no calendário de nossa República, no segundo domingo do mês de dezembro”. A celebração é do pastor e ex-deputado federal Eber Silva que conversou com a reportagem do Campos 24 Horas sobre a importância da escritura sagrada, da fé e da preservação das instituições.
O Dia da Bíblia já tinha espaço no calendário nacional. “No Brasil já existia antes, como prática interna das religiões, mas de forma legalmente institucionalizada passou a ocorrer no meu mandato com a aprovação da lei”, lembrou. (Leia mais abaixo)
Em tempos de pandemia e incertezas, a Bíblia desponta como fonte de esperança e luz, na visão do ex-pastor da Segunda Igreja Batista de Campos. “Se em tempos naturais, a Bíblia é desde sempre é esse livro precioso; em tempos catastróficos é uma palavra de vida, de avivamento para renovar nossas esperanças”.
Na avaliação de Éber Silva, formado em Teologia e Letras, os tempos atuais onde correntes que lutam pela preservação dos valores tradicionais — tendo como contraponto outras correntes de pensamento que defendem a necessidade do respeito a outras formas de comportamento social — requer compreensão e reflexão.
“É uma realidade delicada porque as instituições nunca estiveram tão fragilizadas e tendem a ser desmistificadas por essas correntes. Eu já fui hippie, e tudo o que se pregava à época era a rebeldia, a contestação dos valores e da ordem estabelecida. A instituições são feitas pelo homem, sendo assim elas precisam ser aperfeiçoadas, nunca destruídas ou desmistificadas”, analisou.
Num país onde a condição do Estado laico tem sido alvo de debates nos últimos anos, o religioso e ex-parlamentar considera que sua lei que instituiu o Dia Nacional da Bíblia está longe de contestar a laicidade.
“O Estado é laico, mas também não é ateu, embora as pessoas tenham o direito de expressar seu pensamento. As religiões, além de sua missão pastoral, são parte dos valores e da cultura de um povo e devem ser também entendidas como tal. O Brasil é um país de tradição judaico-cristã, como os Estados Unidos e a Europa Ocidental, mas outras religiões como as de matriz africana e tantas outras tem que ser respeitadas. Todas conduzem a um caminho de esperança e fé”, finalizou Eber Silva. (Leia mais abaixo)