A empolgação de crianças do segundo ano da E.M. Pequeno Jornaleiro deram o tom do lançamento de O Jornaleirinho nessa sexta (24), no estande da escola durante a XII Semana Nacional de Ciência e Tecnologia de Campos dos Goytacazes, no Jardim São Benedito. O jornal nasceu como produto do projeto Jornal Escolar e teve apoio do programa Mais Ciência na Escola, com objetivo de usar o processo jornalístico para alfabetizar e ampliar a participação de alunos com necessidades educativas específicas.
A coordenadora do projeto, Francislaine Cavichini de Souza, também estava bastante empolgada com o lançamento e pormenorizou o conteúdo do jornal. “A turminha do segundo ano da manhã desenvolveu esse jornal lindo, que tem na capa uma árvore, que é uma arte da aluna Rebeca Anastácio Procópio, com vários frutos que são as nossas crianças. Também trazemos a entrevista com o prefeito Wladimir Garotinho, que esteve lá na nossa escola. Foi uma experiência maravilhosa para todo mundo que se envolveu com esse projeto”, disse. (Leia mais abaixo)
A produção do jornal foi organizada em editorias que simulam uma redação de verdade, conforme conta a professora no evento, que é realizado pela Secretaria de Educação, Ciência e Tecnologia (Seduct). A distribuição das funções respeitou interesses e habilidades e incluiu alunos neurodivergentes em todas as áreas, reforçando o caráter inclusivo da iniciativa, conforme pontua Francislaine. Antes de definir temas e formato, houve consulta à comunidade escolar.
Na prática, os estudantes receberam noções básicas de técnicas jornalísticas e foram equipados com crachás e dois celulares sem acesso à internet para registrar fotos e gravações dentro da escola. As atividades contemplaram desde a apuração e as entrevistas até a redação de títulos, legendas e a composição da capa.
A origem do projeto tem raiz direta nas necessidades observadas na sala de aula e na formação da professora. “O projeto nasceu da necessidade de incluir crianças autistas na sala de aula. Eu tive essa ideia porque eu sou jornalista de formação, eu atuei na área por muito tempo e aí eu resolvi colocar o meu conhecimento na sala de aula. E tem sido um sucesso na alfabetização, no letramento, na oralidade e na socialização dessas crianças” disse Francislaine, ao explicar como a prática profissional foi transformada em ferramenta pedagógica.
Todas as atividades foram pensadas em consonância com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e estruturadas para estimular leitura, pesquisa, interpretação, escrita e oralidade a partir do ato de produzir notícias. A proposta combina objetivos de alfabetização com a promoção da socialização e do desenvolvimento da linguagem oral, tornando o jornal um instrumento de ensino integrado e sensível às diferenças dos estudantes.
O lançamento de O Jornaleirinho na feira evidencia uma experiência replicável em outras turmas e escolas que buscam estratégias ativas de alfabetização e inclusão. O projeto mostra que unir prática profissional e sala de aula pode transformar dificuldades em oportunidades de aprendizado e visibilidade para crianças que precisam de abordagens diferenciadas. (Leia mais abaixo)