É #FAKE que maioria dos votos nulos anula eleição e impõe novo pleito com outros candidatos

Boato continua a ser reciclado. Na verdade, se a maioria votar nulo, esses votos são descartados e ganha o candidato que tiver o maior número de votos válidos.


  • 26/09/2018 16h08 Foto: Divulgação.
Uma mensagem que circula na internet pelo menos desde 2010 defende o voto nulo e diz que, se essa opção alcançar maioria, a eleição é anulada e todos os candidatos são impossibilitados de concorrer novamente. Esse rumor ganha força a cada dois anos e está de volta. Mas é #FAKE. O texto ganha apresentações diferentes de tempos em tempos para chamar a atenção de quem o recebe nas redes sociais. A verdade é que a eleição só é cancelada quando a maior parte dos votos fica nula em razão de uma irregularidade/cassação da chapa do vitorioso. Caso contrário, os votos não são considerados válidos. E para decretar a vitória de um candidato, só os válidos interessam (os brancos e nulos são excluídos da conta). Veja o que diz o TSE O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) diz que vem há muito tempo desmistificando notícias falsas a respeito da questão do voto nulo. Segundo o TSE, a ideia de que se mais de 50% dos votos forem nulos a eleição é anulada é falsa porque como apenas os votos válidos são considerados na contagem final, se a maioria dos eleitores votar nulo, todos esses votos serão descartados e ganhará o candidato com o maior número de votos válidos. Ou seja, mesmo se mais de 50% dos eleitores votarem nulo, a eleição não é anulada. A confusão ocorre devido a uma interpretação errada do artigo 224 do Código Eleitoral. A "nulidade" a que a legislação se refere diz respeito a votos tornados nulos por decisão judicial (devido à prática de abuso de poder político, por exemplo). O TSE fez, inclusive, um vídeo para rebater esse mito. Fonte: G1



fique bem informado