28/03/2016 17h01 | Foto: Divulgação

Dunga mantém o mistério na escalação da seleção brasileira para enfrentar o Paraguai, nesta terça-feira, às 21h45 (de Brasília), pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2018, na Rússia.
Ontem, o treinador optou pelas escalações de Gil e Ricardo Oliveira nos lugares de David Luiz e Neymar, suspensos.
A tendência é que Ricardo Oliveira seja o titular. “Escolhemos pela forma que os jogadores estão treinando e jogaram os últimos jogos da seleção brasileira, e pelas características que precisamos em campo. Temos outras opções, com atacantes de força e movimentação. Vamos analisar bem para decidir”, disse em entrevista coletiva.
Dunga prevê que a disputa por vaga no Mundial vai ser acirrada até o final. “Nunca vi ninguém fazer planejamento de ficar fora ou perder, é sempre otimista. Mas sabemos que vai ser disputado até a última rodada. Se nas outras eliminatórias, que não considerávamos tão difíceis, o Brasil sempre se classificou na última rodada, essa será ainda mais complicada. Temos que jogar para vencer”, declarou.
Sobre enfrentar o Paraguai, fora de casa, o comandante brasileiro destacou. “O jogo é complicado, o adversário em casa sempre tenta ter superioridade e vencer, tem apoio do torcedor. A dificuldade varia de um adversário para outro, mas o que conta é o resultado”, destacou.
“Queria que minha equipe jogasse como jogou a maior parte do primeiro tempo contra o Uruguai. Evolução quer dizer continuidade, mas como ter num time que você fica 128 dias sem treinar ou jogar? É sempre um recomeço. Esperamos um Paraguai que pressione, use experiência e qualidade dos jogadores, tem a marcação forte característica”.
Dunga defendeu a ida do atacante a uma balada em Santa Catarina, menos de 24 horas após o empate por 2 a 2 com o Uruguai.
"A princípio a gente tem que respeitar as individualidades e, as gerações mudam bastante. Temos que entender isso. Hoje também tem muitas redes sociais, na época não tinha exposição. Na minha época eles começavam a ter ascensão social, antigamente não tinha toda essa mídia. Hoje, o que um jogador faz em dois segundos está no mundo todo. O mais importante é que eu não posso querer que os jogadores tenham o mesmo comportamento que a minha forma. Temos de respeitar. Quando está dentro, joga o melhor possível e tenta tirar o melhor dele".