Dono da maior churrascaria de Campos prevê normalização só daqui a dois anos

Empresário e Presidente da CDL falam ao Campos 24 Horas sobre a crise da Covid-19 que atinge restaurantes tradicionais da cidade


  • 01/05/2020, 16h27, Fotomontagem: Campos 24 Horas.

Um dos segmentos comerciais de Campos mais afetados com o isolamento social para conter a proliferação do Covid-19, é o ramo alimentício, especialmente restaurantes, que já demite ou faz acordo com boa parte de seus funcionários. A estimativa é da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) local, que aponta ainda que diversos outros segmentos estão sofrendo sérios prejuízos e, muitos deles, podem nem mesmo abrir mais as portas após a liberação. A respeito do impacto no setor de restaurante, o Campos 24 Horas ouviu também Pedro Ongaratto, comerciante em Campos há quase 35 anos no ramo alimentício (é dono de três restaurantes) e de hotel. (leia abaixo o que dizem)

Pedro não acredita em solução dentro de poucos dias, nem mesmo de meses. Ele acredita que somente daqui a dois anos as empresas irão se normalizar. “O tempo perdido, o prejuízo passado, isso você não recupera nunca mais, não tem jeito. A partir da abertura, é arregaçar as mangas e trabalhar. E muito”, afirma o empresário, que acrescenta: (Leia mais abaixo)

"Se o comércio abrir neste momento, não adianta, porque as pessoas não vão consumir como antigamente para se ganhar dinheiro. Isso porque elas ainda vão estar com muito medo, uma situação difícil",  analisa Pedro Ongarato.

EMPRESÁRIO FALA SOBRE DEMISSÕES - Pedro Ongaratto explica que somente ele já dispensou quase 30 funcionários dos seus estabelecimentos de Campos e poderá demitir ainda mais. Ele conta que alguns funcionários até pediram para sair, para receber o FGTS e poder investir em algo, já visando a crise que estava por vir. Os demais funcionários que ficaram em suas empresas foi feito acordo para recebimento de 70% do salário e os 30% restantes somados ao benefício do governo federal.

- A situação está muito feia. Tem gente aí pedindo pelo amor de Deus para ganhar um pão, porque não tem perspectiva nenhuma. Todo o mercado está parado – finaliza Ongarato.

POSIÇÃO DA CDL - A entidade informa que alguns estabelecimentos do ramo alimentício já estão com placas de “vende-se” ou “aluga-se”, três deles na Pelinca e dois na área central. De acordo com comerciantes locais, alguns deles não estão encerrando as atividades por conta do isolamento social, mas por uma situação de queda econômica que já vinha se agravando há anos e culminou com este momento.

O presidente da CDL/Campos, Orlando Portugal, em entrevistas anteriores ao Campos 24 Horas já tinha vislumbrado esse cenário de crise, inclusive com demissões e fechamento de empresas. “O ramo de restaurante está muito afetado, porque as pessoas estão muito temerosas, preferindo se virar para comer em casa. A solução está sendo o sistema delivery, mas que não supre os prejuízos”, analisa Orlando Portugal.       (Leia mais abaixo)



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