PF: doleiro passa bem e vai ficar internado 48h

A Polícia Federal negou um possível envenenamento de Alberto Youssef na prisão


domingo, 26 de outubro de 2014    -    Foto: Veja ALBERTO-YOUSSEF-DOLEIRO-40-size-598 O doleiro Alberto Youssef, que foi levado para o hospital depois de passar mal na tarde deste sábado (25), passou bem a noite, segundo informou a Polícia Federal em nota na manhã deste domingo (26). Ele deve permanecer internado por mais 48 horas, sob escolta policial. A ala do Hospital Santa Cruz, em Curitiba, onde ele está internado, está totalmente isolada. De acordo com o hospital, além do doleiro, há apenas agentes da Polícia Federal (PF) no local. A passagem de funcionários está restrita e existe ainda uma proibição quanto à entrada de celulares e demais equipamentos eletrônicos. O doleiro é acusado de encabeçar um esquema de desvio e lavagem de dinheiro de cerca de R$ 10 bilhões, desvendado pela Operação Lava Jato. Youssef está preso desde março na carceragem da Polícia Federal, na capital paranaense. Segundo a Polícia Federal, o doleiro foi hospitalizado devido a uma forte queda de pressão arterial, causada pelo "uso de medicação no tratamento de doença cardíaca crônica". Ainda conforme a polícia, esta é a terceira vez que Youssef precisa de atendimento médico. O deslocamento de Youssef da carceragem da Polícia Federal ao hospital foi feito pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). A ocorrência foi registrada às 14h03, e às 16h45 o atendimento já havia sido realizado. De acordo com a Central do Samu, “no momento do atendimento, o paciente referiu dor torácica, sendo dois episódios ao repouso, associados a um episódio de síncope. Estava consciente, lúcido e orientado, com dados vitais estáveis”. O Hospital Santa Cruz afirmou que está preparado para atendender situações como esta e que nenhum paciente precisou ser removido. O Hospital não divulga o Boletim Médico ou o estado de saúde do doleiro. Após alta, Youssef retornará a carceragem da Polícia Federal. Operação Lava Jato A operação Lava Jato foi deflagrada no dia 17 de março de 2014 em vários estados brasileiros e no Distrito Federal. A operação investiga um esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas que pode ter movimentado cerca de R$ 10 bilhões, segundo a PF. De acordo com as investigações, a organização criminosa era liderada pelo doleiro Alberto Youssef. Ele e os procuradores do MPF entraram em um acordo de delação premiada. Com isso, ele se comprometeu a dizer tudo o que sabe sobre o esquema de lavagem de dinheiro que chefiava, em troca de reduções nas penas que podem ser imputadas. O documento que pede a absolvição do doleiro no caso do tráfico de drogas não cita o acordo de delação. O acordo de delação premiada será homologado pela Justiça se, depois da fase dos depoimentos, ficar comprovada a veracidade das informações que Youssef fornecer. O acordo foi assinado um dia após a defesa revelar que o doleiro tinha essa pretensão. Polícia Federal  descarta envenenamento A Polícia Federal negou, por meio de uma nota, um possível envenenamento de Alberto Youssef na prisão. O doleiro passou mal na tarde de sábado (25) e teve de ser levado para um hospital em Curitiba. Ainda segundo a PF, a internação de Youssef se deu devido a uma queda de pressão arterial causada pelo uso de medicação para doença cardíaca, e que esta foi a terceira vez que ele recebeu atendimento médico na prisão. A nota diz que o doleiro ficará internado até seu "pleno restabelecimento", quando então voltará para a prisão. Por volta das 13h deste sábado, o doleiro deixou a carceragem da Polícia Federal da capital paranaense, onde está preso, para dar entrada no Hospital Santa Cruz. Após a veiculação da notícia, boatos sobre um possível envenenamento surgiram nas redes sociais, já que o doleiro vem sendo um dos principais personagens da reta final da corrida presidencial. Youssef foi preso em março durante as investigações da Operação Lava Jato, deflagrada pela PF. Ele é acusado de participar de um esquema de corrupção que, segundo a PF, movimentou R$ 10 bilhões. Assim como o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, Youssef é suspeito de atuar cobrando propina de empresários que prestavam serviço à estatal para abastecer campanhas políticas. Youssef disse em depoimento que o então presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), teve conhecimento do esquema de propina na Petrobras após a eclosão da crise do mensalão, em 2005. Leia a íntegra da nota da PF Curitiba-PR – A Policia Federal informa que Alberto Youssef foi hospitalizado hoje, 25.10, no inicio da tarde, devido a uma forte queda de pressão arterial causada por uso de medicação no tratamento de doença cardíaca crônica. Esta é a terceira vez que ocorre atendimento médico de urgência apos a sua prisão. São infundadas as informações de possível envenenamento. Alberto Youssef permanecera hospitalizado para a adequação da medicação e retornara à carceragem da Policia Federal na Superintendência em Curitiba, apos o seu pleno restabelecimento. Assessoria de Comunicação Policia Federal



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