Doleiro Youssef tem alta e volta para a cadeia

Principal operador de negócios suspeitos da Petrobras havia sido internado no último sábado (25)


quarta-feira 29 de outubro de 2014     -     Foto: Digulgação ALBERTO-YOUSSEF-DOLEIRO-40-size-598Principal delator dos casos de corrupção na Petrobras, o doleiro Alberto Youssef recebeu alta médica por volta das 8h30 da manhã desta quarta-feira (29), informou a assessoria do do Hospital Santa Cruz, de Curitiba (PR). Agentes da PF (Polícia Federal) conduziram o doleiro de volta à cela na Superintendência da instituição. Yousseff havia sido internado na tarde do último sábado (25), quando passou mal na cela da Superintendência da PF na capital paranaense. A PF informou, na ocasião, que o doleiro foi hospitalizado "devido a uma forte queda de pressão arterial causada por uso de medicação no tratamento de doença cardíaca crônica". Segundo o hospital, “Youssef deu entrada na UTI coronariana do hospital Santa Cruz no dia 25/10/2014, às 16:20, devido a episódio de síncope a esclarecer. Chegou com quadro clínico estável, apresentando sinais de desidratação e de emagrecimento importante”. Leia mais notícias de Brasil e Política Foi a terceira internação do doleiro por problemas cardíacos após sua prisão, em março deste ano. Youssef só foi encaminhado para a UTI Cardiológica por ser este o setor especializado em tratar problemas do coração. Em nenhum momento o doleiro teria apresentado quadro clínico grave, que oferecesse risco de morte. Quem é Alberto Youssef? Réu da Operação Lava-Jato, o doleiro está preso desde março na carceragem da PF na capital paranaense. Ele é acusado de ser um dos chefes de um esquema de desvio de dinheiro que teria movimentado cerca de R$ 10 bilhões. Em depoimento prestado no começo do mês, o ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, também preso pela PF, acusou o PP, o PMDB e o PT de envolvimento no recebimento de propinas de empreiteiras. Costa também teria citado o envolvimento do ex-presidente do PSDB no esquema, Sérgio Guerra, que teria recebido propina para "travar" uma CPI da Petrobras no Congresso. A denúncia foi reforçada pelo laranja de Alberto Yousseff, Leonardo Meirelles, em depoimento à Justiça. No mais recente depoimento vazado à imprensa, o doleiro afirmou à Polícia Federal e ao Ministério Público em Curitiba que a presidente e candidata à reeleição, Dilma Rousseff, e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ambos do PT, teriam total conhecimento do esquema de corrupção na Petrobras. A informação foi publicada pela revista Veja, que antecipou sua circulação de sábado para sexta-feira (24), a dois dias da votação do segundo turno presidencial. A presidente Dilma chamou a publicação da reportagem de "ato de terrorismo eleitoral". O advogado do doleiro se disse surpreso e afirmou desconhecer o depoimento. Depois, ele declarou que não poderia "desmentir nem confirmar" a versão do doleiro.



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