05/09/2015 - às 11h - Foto: Divulgação

O dólar fechou em alta superior a 2,5% nesta sexta-feira, renovando a máxima em 13 anos, em meio às persistentes incertezas envolvendo o cenário político e econômico interno e após os dados sobre o mercado de trabalho dos Estados Unidos reforçarem visões de que os juros podem subir neste ano na maior economia do mundo.
A moeda norte-americana saltou 2,68%, a R$ 3,86 na venda, maior cotação de fechamento desde 23 de outubro de 2002 ( R$ 3,91). Na semana, o dólar subiu 7,68%.
Na máxima desta da sessão, a moeda norte-americana foi a R$ 3,86, maior patamar intradia desde 24 de outubro de 2002 (R$ 3,90). Foi em outubro daquele ano que o dólar atingiu sua máxima histórica diante o real, de R$ 3,99, no fechamento do dia 10.
"Estamos com cenário interno muito conturbado e o externo também não ajuda, com os problemas vindos da China e alguns sinais de melhora da economia dos Estados Unidos", disse o diretor de câmbio do Banco Paulista, Tarcísio Rodrigues, acrescentando que, na sua visão, o dólar manterá a tendência de alta.
Pouco após a abertura dos negócios, foram divulgados indicadores do mercado de trabalho dos Estados Unidos que mostraram desaceleração do crescimento do emprego no mês passado. No entanto, os dados de junho e julho foram revisados para cima, o que pode influenciar o Federal Reserve, banco central dos EUA, a elevar a taxa de juros em breve.
Juros mais elevados nos EUA podem atrair para aquela economia recursos atualmente investidos em outros países, como o Brasil.
No Brasil, os investidores também continuaram de olho no cenário político e econômico conturbado.
Na manhã desta sexta-feira, o Banco Central vendeu a oferta total de até 9,45 mil contratos de swap cambial tradicional, que equivalem a venda futura de dólares, para a rolagem do lote que vence em outubro. Ao todo, o BC já rolou 1,823 bilhão de dólares, ou cerca de 19% do total de 9,458 bilhões de dólares e, se continuar neste ritmo, vai recolocar o todo o lote até o final deste mês.