22/09/2015 às 9h50 - Foto: Divulgação

O dólar comercial iniciou o dia rompendo o teto de R$ 4 e cravando já o maior patamar intradia desde a adoção do câmbio flutuante, em 1999. Em outubro daquele ano, a cotação bateu R$ 4,005. Nesta manhã, a cotação atingiu R$ 4,0312 na máxima em poucos minutos de atividades. Às 9h24, a moeda era negociada a R$ 4,0237, alta de 1,11%.
O que está por trás desse movimento é ainda a preocupação com o rumo do ajuste fiscal. E, na margem, o noticiário é considerado negativo. O adiamento do envio da proposta da CPMF ao Congresso, a expectativa pela votação da pauta bomba e sinais de distanciamento entre o Executivo e o PMDB são citados como pontos que acrescentam tensão.
Vale lembrar que, hoje o ministro Joaquim Levy recebe representantes da agência de ranting Fitch.
O fato de o dólar alcançar a marca de R$ 4 tem importância também do ponto de vista técnico. Esse nível aciona ordens de stop-loss (ordens de interrupção de perdas) e zeragem de posição, o que acaba potencializando a alta da cotação.