Dois helicópteros das polícias Civil e Militar foram atingidos por tiros na manhã desta segunda-feira (9) durante uma operação conjunta das forças de segurança do RJ. As duas aeronaves sobrevoavam a Vila Cruzeiro na hora dos disparos e precisaram voltar ao solo. Nenhum agente se feriu com gravidade.
Na ofensiva, mil homens foram mobilizados para tentar prender os principais chefes do Comando Vermelho (CV), a maior facção do tráfico de drogas do estado, em resposta à morte dos 3 médicos na Barra da Tijuca, na semana passada. A quadrilha também vem travando disputas com milicianos por territórios na Zona Oeste do Rio. (Leia mais abaixo)
Os agentes foram cumprir pelo menos 100 mandados de prisão. Entre os alvos estão Wilton Carlos Rabelho Quintanilha, o Abelha, e Edgar Alves de Andrade, o Doca. Até a última atualização desta reportagem, 4 pessoas haviam sido presas na Maré.
Um laboratório de refino de drogas e artefatos explosivos do tráfico foi localizado no Parque União, no Complexo da Maré.
A Secretaria Municipal de Educação informou que 58 escolas foram impactadas, afetando 21 mil alunos.
Locais da operação Homens do Bope e da Core (tropas de elite da Civil e da PM) e de delegacias especializadas foram para as seguintes localidades: Complexo da Penha: Vila Cruzeiro; Complexo da Maré: Nova Holanda e Parque União; Cidade de Deus.
Alvos desta segunda, Abelha e Doca são investigados por dar a ordem de execução dos 4 criminosos que mataram os ortopedistas. Os corpos dos traficantes foram encontrados na madrugada de sexta (6). (Leia mais abaixo)
Abelha e Doca O traficante Abelha deixou a cadeia em julho de 2021. Na saída, foi flagrado apertando a mão do então secretário de Administração Penitenciária, Raphael Montenegro. De acordo com investigações da polícia, o criminoso tem sido responsável pelas decisões estratégicas da facção criminosa.
Doca já foi denunciado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro em outra ocasião por ter decidido, com outros traficantes, pela morte de criminosos da facção. Em 2021, 5 bandidos da comunidade do Castelar, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, mataram três meninos, entre 9 e 12 anos, com a alegação de que eles tenham sido mortos pelo furto de uma gaiola de passarinhos.
O assassinato das crianças levou a facção a determinar a morte dos cinco traficantes. De acordo com a denúncia do MP, Doca votou pela morte dos criminosos.
Outro alvo é Juan Breno Malta Ramos Rodrigues, o BMW, apontado como chefe da Equipe Sombra, grupo de extermínio investigado pela morte dos 3 médicos na Barra. BMW, porém, não está entre os suspeitos encontrados mortos.
Helicópteros fora de operação A aeronave blindada da Polícia Civil foi atingida no tanque de combustível. O piloto fez um pouso de emergência no Centro de Educação Física Almirante Adalberto Nunes (Cefan). Um dos tripulantes ficou ferido por estilhaços. (Leia mais abaixo)
No helicóptero da Polícia Militar, uma bala parou no para-brisa.
Outro caso Essa não foi a primeira vez que um helicóptero da polícia foi atingido. Traficantes derrubaram um helicóptero da PM durante uma operação no Morro dos Macacos, em Vila Isabel, na Zona Norte, em outubro de 2009
Atingido por tiros, a aeronave caiu no campo da Vila Olímpica do Sampaio. Três agentes morreram e outros três ficaram feridos.
Magno Fernando Soeiro Tatagiba de Souza, o Magno da Mangueira, e Leandro Domingos Berçot, conhecido como Lacoste, foram condenados a 193 anos, um mês e dez dias, pela Justiça.
Eles foram condenados por três homicídios qualificados, seis tentativas de homicídio. De acordo com a Justiça Magno e Lacoste estão entre os responsáveis por derrubarem a tiros um helicóptero. Três agentes morreram e outros três ficaram feridos. (Leia mais abaixo)
Fonte: G1