sábado, 31 de janeiro de 2015 - Fotomontagem: Campos 24 Horas

Se você que está lendo essa reportagem, vem se assustando com uma sequência de informações sobre o cenário econômico nacional, nos últimos dias, e acha que tudo pode ser ainda melhor, é preciso ter paciência. A mais recente informação não é, de novo, boa. É que o Brasil bateu o recorde de sua dívida pública, indo a mais de R$ 2,29 trilhões.
O ex-ministro da Economia, no período da ditadura militar, Delfim Neto, cunhou uma frase há mais de três décadas: “Dívida não se paga, rola-se”. Apesar de ter sido declarada em um período de ditadura militar, ainda que tristemente, a frase encontra eco nos governos do Partido dos Trabalhadores. Esta semana, foi divulgado que a dívida pública cresceu 8,15%, comparando-se os anos de 2014 com 2013, com crescimento da ordem de R$ 173 bilhões.
Também esta semana, foi anunciado o déficit primário da ordem de R$ 32 bilhões, envolvendo as contas dos governos federal, estaduais e municipais. O secretário de Governo de Campos, Suledil Bernardino, diz que o momento é de cautela e cita que “diante de números tão perversos, e a instalação de um quadro de recessão econômica, o governo federal vem tomando medidas de contenção de gastos e de elevação de receitas. Para quem não se atentou, neste domingo, a gasolina estará com aumento de R$ 0,22 por litro nas bombas. É a famosa CIDE (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico), ressuscitada pelo governo da presidente Dilma e do PT”, observou Suledil.
Suledil lembra que “todos que já passaram pelo ensino médio aprenderam que o capitalismo vive de ciclos, em períodos de vacas gordas e período de vacas magras. Passamos desde o Plano Real 20 anos, de um período de prosperidade, porém a crise internacional vem afetando as exportações brasileiras, gerando pela primeira vez em 14 um déficit na balança comercial, obrigando o novo governo eleito a tomar medidas de ajustes econômico visando a estabilidade e a recuperação da capacidade produtiva”.
Os estados e municípios também estão tendo que fazer os seus ajustes, principalmente, o Rio de Janeiro e o Espirito Santo, em função da guerra de preços no mercado internacional do petróleo, assinala Suledil, em uma crise que afeta as receitas oriundas da indústria do setor. “Levando em consideração de janeiro de 2015 sobre janeiro de 2014, Campos perdeu apenas em um mês R$ 14 milhões, em termos de comparação dos repasses”.