O próximo dia 7 de setembro, data da Independência do Brasil, tem prenúncio de novas manifestações marcadas pela polarização entre as forças que representam correntes ideológicas diametralmente opostas no espectro político nacional. Em Campos, um movimento de correntes contra a política do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) já se expressa nas ruas da cidade, onde em vários pontos já se observam outdoors onde são vistas manifestações contrárias ao mandatário. .
Servidor público, jornalista e blogueiro, Edmundo Siqueira afirmou em sua página no Face Book o caráter democrático do movimento, através do qual já conseguiu, através de uma “vaquinha”, arrecadar R$ 7 mil. . (Leia mais abaixo)
O jornalista admite que Campos é uma cidade de características conservadoras onde desponta a força do bolsonarismo. O movimento está também nas redes sociais: https://www.vakinha.com.br/vaq.../outdoor-em-campos-oposicao
— O bolsonarismo é bem presente em Campos, pude ver ainda mais nesses dias, que me trouxeram muitas dificuldades para colocar em prática nosso movimento. Mas é preciso resistir e garantir o mesmo espaço e voz a todos os lados, tendo a democracia como norte — afirmou.
Todavia, o movimento onde se somam as correntes progressistas ganha musculatura na cidade. “O site da vaquinha, para minha surpresa, demora 14 dias para repassar o dinheiro, então levantei aqui o valor “do bolso” para contratar 7 mídias a um custo de aproximadamente R$ 4 mil. Desde o início do movimento muitas pessoas me procuraram e ofereceram ajuda, para fazer as artes, dando ideias, ajudando na divulgação e apoiando a causa, que é de todos nós que valorizamos a democracia”.
— Acabei tento muitas outras ideias para fortalecer esse movimento e informar sobre a realidade dos fatos ao maior número de pessoas possível. Criei uma página no Instagram também, sigam @campospelademocracia - https://instagram.com/campospelademocracia.... E vem mais novidades por aí — disse ainda.
NA PRAÇA - Outros movimentos contra Bolsonaro foram às ruas na manhã desta sexta-feira (03). Com faixas e palavras de ordens como “queremos trabalho, saúde, educação comida no prato e fora Bolsonaro”, manifestantes promoveram uma manifestação na Praça São Salvador. O ato foi realizado pelo Sindicato dos Bancários de Campos e Região com a participação de estudantes. (Leia mais abaixo)
Um caixão de papelão com a frase “Fora, Bolsonaro” foi incendiado pelos manifestantes. Faixas e frases classificando o presidente “golpista e genocida” foram vistos e ouvidos na manifestação.
Os manifestantes também criticaram a onda de demissões nas agências bancárias e a violência contra mulheres. Participantes reivindicaram ainda investimentos em saúde e educação. A Polícia Militar esteve no local e acompanhou de longe o protesto. Os manifestantes percorreram ainda várias ruas da área central.
DIREITA - Em outros pontos da cidade, os segmentos conservadores da política local também demonstram presença nas ruas faz algum tempo. Em vários pontos da cidade são vistos outdoors pro-Bolsonaro, no movimento que tem apoio do Sindicato Rural de Campos e um grupo de ceramistas de Campos.
Entre as pautas na agenda da direita campista estão a defesa do voto impresso, críticas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, além do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e manifestações de solidariedade ao ex-deputado e atual presidente nacional do PTB, Roberto Jeferson.
Os setores da direita campista também prometem presença nas ruas na próxima terça-feira (07/09) para sua manifestação em favor do presidente da República. (Leia mais abaixo)
No feriado da Independência, bolsonaristas radicais chegaram a anunciar uma invasão no Supremo Tribunal Federal (STF) para "dissolver" a atual composição da Suprema Corte, mas o ímpeto dos radicais tem diminuído nos últimos dias em razão das medidas do STF, que enquadrou alguns radicais na Lei de Segurança Nacional, entre eles o próprio Jeferson e o deputado Daniel Silveira (PSL), que se encontram presos.