Dilma não descarta Lula no governo e diz que possibilidade de renúncia é ofensa

Discurso vem dois dias antes dos primeiros grandes protestos do ano pedindo o impeachment de Dilma, marcado para domingo


11/03/2016     14h18      |   Foto: Divulgação  dilmnaNo dia seguinte ao pedido de prisão preventiva de Luiz Inácio Lula da Silva, a presidente Dilma Rousseff afirmou, nesta sexta-feira (11), que não descarta a possibilidade de ter o maior símbolo do Partido dos Trabalhadores como ministro de seu governo e classificou como "ofensa" a possibilidade de renunciar ao cargo diante da crescente pressão política devido à crise econômica e à baixa popularidade. "É impossível, para quem me conhece, achar que, pela minha trajetória pessoal, de honradez, eu me resigne diante de absoluto desrespeito à lei e à Constituição sobre como querem tratar estaquestão", atacou Dilma sobre sua possível reação após o pedido de prisão de Lula. "Eu fui presa e torturada pelas minhas convicções. Não estou resignada diante de nada, não tenho essa atitude diante da vida e acho que é por isso que represento o povo brasileiro." Sobre o pedido de prisão preventiva do Ministério Público de São Paulo, Dilma foi taxativa ao declarar que "o pedido é um absurdo e não te base legal". "O governo repudia em gênero, número e grau este ato contra o presidente Lula. Este é um momento de diálogo, calma e pacificação”, disse Dilma. O discurso vem dois dias antes dos primeiros grandes protestos do ano pedindo o impeachment de Dilma, marcados para domingo, um ano depois dos maiores atos dos anti-petistas registrados até hoje. Há expectativa de conflitos entre manifestantes oposicionistas e militantes pró-PT, o que levou a PM em vários Estados do País a reforçar seus efetivos de segurança.



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