18/04/2016 18h20 | Foto: Divulgação

A presidente Dilma Rousseff (PT) fez seu primeiro pronunciamento desde que o plenário da Câmara dos Deputados aprovou a abertura do processo de impeachment contra o seu mandato.
"Os atos sobre os quais me acusam foram praticados por outros presidentes da República. E eles não se caracterizaram como atos criminosos", diz a presidente na coletiva de imprensa desta segunda-feira (18). "Tenho a consciência tranquila de que não os fiz ilegalmente".
Segundo ela, "essa situação só pode provocar uma imensa sensação de injustiça contra o Brasil, a verdade e o Estado democrático de direito".
Sobre sua relação com o vice, Michel Temer, Dilma exala indignação.
"É extremamente inusitado e estranho, um vice-presidente, no exercício de seu mandato, conspirar abertamente contra a presidente", afirma. "Em nenhuma democracia do mundo, uma pessoa que fizesse isso seria respeitada. A sociedade humana não gosta de um traidor".
Questionada sobre possíveis movimentações na equipe, a petista declarou que não deve modificar ministérios ou movimentar cargos. A exceção, segundo Dilma, se faz com os parlamentares que votaram a favor do impeachment.
"Estes não podem permanecer no governo por uma simples questão de consequência de seus próprios atos", diz. "Estranho seria o contrário".
Na noite de ontem, os parlamentares cravaram - com sobra - o destino de Dilma.
Para aprovar o pedido na Casa, a oposição precisava de 342 votos - no entanto, o placar final somou 367 votos favoráveis e 137 contrários ao processo.