Diagnóstico avaliará período propício para abertura de comporta


  • 27/05/2017 14h34 | Foto: Comunicação PMCG .
Um diagnóstico com informações dos pescadores de Ponta Grossa dos Fidalgos sobre o período mais propício para a entrada de peixes na Lagoa Feia, aliado ao monitoramento do fluxo hídrico do Canal das Flexas, feito pela Câmara Técnica de Recursos Hídricos e Estruturas Hidráulicas deverá ser apresentado dentro de 15 dias. O objetivo é, a partir de uma análise técnica, viabilizar a abertura da comporta do canal, permitindo que os peixes cheguem à lagoa, garantindo sobrevivência de, aproximadamente, 200 pescadores. O tema foi abordado durante reunião da Câmara Técnica, nesta sexta-feira (26) na sede do Comitê Baixo Paraíba do Sul, na Uenf. O superintendente de Pesca e Aquicultura, José Roberto Pessanha, e o superintendente adjunto, José Armando Barreto, se reúnem na próxima semana com os pescadores de Ponta Grossa dos Fidalgos. Durante o período em que a superintendência busca informações, o Comitê vai monitorar a performance do fluxo hídrico no Canal das Flexas para decidir qual o volume que poderá ser liberado. "Temos 15 dias para este diagnóstico. Eu pretendo ir com o superintendente lá em Ponta Grossa na próxima semana e fazer os trabalhos logo no início", informou José Armando. Representantes das prefeituras de Campos e Quissamã e de vários órgãos, ligados ao meio ambiente e ao setor produtivo, participaram da reunião e puderam apresentar suas considerações. - A lagoa está com a quota 3,95m, com possibilidades plenas de, nos momentos ideais, fazer uso desta condição excepcional para abrir algumas comportas, apenas”, ressalta o superintendente adjunto, sobre informações repassadas pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea), durante a reunião. A superintendência de Pesca e Aquicultura procurou o Inea nesta quinta-feira (25) e solicitou a reunião, cuja iniciativa visa “garantir a segurança alimentar de aproximadamente 200 famílias de pescadores”. -Estivemos com os pescadores de Ponta Grossa e eles alegam que a tainha e o robalo não estão entrando no canal. A proposta é fazer com que a água que está passando por cima das comportas possa ser melhor aproveitada e, abrindo a comporta, esses peixes possam abastecer a Lagoa Feia”, acrescentou José Armando. Representantes de vários órgãos participaram da reunião, como Asflucan, Agência da Bacia do Rio Paraíba do Sul (Agevap), Sindicato Rural, Associação dos Produtores Rurais, Prefeitura e Câmara Municipal de Quissamã, Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade/Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba; Ministério Público Federal e Firjan. Fonte: Comunicação PMCG 



fique bem informado