02/07/2015 - às 17h50 - Foto: Filipe Lemos/Campos 24 Horas

Salvar vidas! Esse é o lema das mulheres e os homens que colocam em risco suas vidas para salvar a de outras pessoas. Nesta quinta-feira (02) é comemorado o Dia Nacional do Bombeiro. Para eles, é mais que um trabalho, salvar vidas é uma missão. Os militares trabalham na terra, no água e no ar.
O Corpo de Bombeiros atua nas áreas de combate a incêndios de todas as classes, inclusive em emergências com produtos

químicos, explosivos e inflamáveis e material radiativo; busca e salvamento, socorro de emergência, salvamento náutico, transporte inter-hospitalar de recém-nascidos em UTI Neo-Natal, prevenção de sinistros e apoio às ações de defesa civil, além da colaboração com prefeituras e outras instituições em campanhas ou emergências não programadas.
Em Campos, os militares são lotados no 5° Grupamento Barões de Muriaé (GBM) e estão sempre a postos para atender ocorrências diversas. São heróis anônimos que diariamente somam esforços, nos quartéis espalhados pelo Brasil, para salvar vidas e bens alheios.
O bombeiro militar sargento Anderson, especialista em salvamento em alturas e montanhas atua há 18 anos e contou ao
Campos 24 Horas como se apaixonou pela profissão.

"No verão de 1994 minha barraca de camping pegou fogo na praia de Farol de São Thomé. Os bombeiros foram acionados e contiveram as chamas. Em 1996 fiz a prova e passei, começando a trabalhar em 1997. Logo no início fui para um acidente que envolveu um Opala e matou sete pessoas, uma mulher grávida, quatro crianças e dois homens. O que mais me chamou atenção foi um salvamento que fiz no Condomínio Lacerdão. Uma senhora estava

tentando suicídio e consegui saltar de rapel e segura-lá. Outro salvamento que fiz no terceiro pavimento, consegui segurar a vítima antes que ele se jogasse, mas ele segurou na rede elétrica e acabamos sofrendo uma descarga elétrica. Fui desacordado para o Hospital Ferreira Machado (HFM) fiz exames e tive alta", contou o sargento Anderson.
O bombeiro ainda ressaltou alguns pontos da profissão
"É uma oportunidade que Deus nos deu. Somos anjos na terra para salvar sem medo de arriscar a nossa vida. Tenho só gratificação e felicidade pela profissão. Agradecemos nossa família quando estamos de plantão e a sociedade por estar sempre nos apoiando", finalizou o sargento.
História do Dia Nacional do Bombeiro
Os primeiros bombeiros militares surgiram na Marinha, devido os riscos de incêndio nos antigos navios de madeira; porém, eles existiam apenas como uma especialidade, e não como Corporação. A denominação de bombeiros deveu-se a operarem principalmente bombas d’água, toscos dispositivos em madeira, ferro e couro.
No Brasil, a primeira Corporação de Bombeiros foi criada pelo Imperador D.Pedro II em 1856. No início ela não possuía caráter militar, e foi somente em 1880 que seus integrantes passaram a ser classificados dentro de uma hierarquia militarizada. Devido as afinidades culturais e linguísticas com a França, a Corporação passou a adotar como modelo os Sapeurs-Pompiers de Paris; os quais eram classificados como Arma de Engenharia Militar, e organizados para servirem como pontoneiros ou sapadores quando necessário.3 Até o fim do Império essa foi a única instituição de bombeiro militar existente.
Com a Proclamação da República, os Estados que possuíam melhores condições financeiras passaram a constituir seus próprios Corpos de Bombeiros. Ao contrário do Corpo de Bombeiros da Capital Federal, que desde o início fora concebido com completa autonomia, essas Corporações foram criadas dentro da estrutura das Forças Estaduais, antiga denominação das atuais polícias militares. (Informações do Wikipédia) (fonte: idest.com.br)