Dia do Basta: Sindicato se mobiliza no Calçadão

Sindicato está mobilizado desde às 7h e agências abrem a partir de meio-dia


  • 09/08/2018, 20h07, Foto: Campos 24 Horas e Facebook/Sindicato dos Bancários de Campos.
Atualizada em 10/08 às 09h24 - O Sindicato está mobilizado desde às 7h desta sexta-feira (10) no Centro da cidade. Oito agências só vão abrir às 12h: no calçadão a Caixa, Santander, Itaú e Bradesco; na 13 de Maio o Santander, Bradesco e Banco do Brasil e na Santos Dumont o Itaú. O Dia do Basta é uma mobilização dos Sindicatos dos Bancários de todo o país. Em assembleia realizada na última quarta-feira (8) na sede do Sindicato, os bancários de Campos dos Goytacazes e Região, rejeitaram por unanimidade a proposta apresentada pela Fenaban, seguindo orientação do Comando Nacional. Bancários rejeitam proposta da Fenaban Os bancários de todo o Brasil rejeitaram a proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e aprovaram o calendário de manifestações do Comando Nacional dos Bancários. Com isso, as agências bancárias de Campos pode abrir somente por volta do meio dia nesta sexta-feira, dia 10, por conta da adesão ao Dia do Basta.  A abertura das agências e dos departamentos bancários será retardada em protesto contra os ataques aos direitos dos trabalhadores e contra o desemprego e a retirada de direitos. O Dia do Basta foi convocado pela CUT e demais centrais sindicais, com apoio das Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo e de vários movimentos sociais. A categoria se reuniu nas sedes dos sindicatos para avaliar a oferta dos bancos que apenas cobre a inflação nos salários, PLR, vales e demais verbas econômicas, sem aumento real, feita na sexta reunião da mesa única de negociação, realizada na terça-feira (7), em São Paulo. Os banqueiros também não garantiram que os bancários não serão substituídos por trabalhadores contratados de forma precarizada, a exemplo da terceirização. Além disso, querem alterar cláusulas da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria, segundo eles, para garantir segurança jurídica, mas sequer apresentaram a redação das modificações. A próxima rodada de negociação ficou agendada para o dia 17 de agosto (sexta-feira). “O recado está dado: bancários querem aumento real e não aceitam perder direitos. Não vão aceitar receber PLR menor, nem ser substituídos por trabalho precarizado,” afirmou Juvandia Moreira, presidenta da Contraf-CUT e coordenadora do Comando Nacional dos Bancários. Defesa dos bancos públicos No dia 15 de agosto será realizado um Dia Nacional de Luta em defesa dos bancos públicos e contra as resoluções 22 e 23 da Comissão Interministerial de Governança Corporativa e de Administração de Participações Societárias da União (CGPAR), em Brasília, em frente ao Ministério da Fazenda e repercutido nos estados que não puderem participar do ato em Brasília. Estas resoluções determinam que empresas estatais reduzam despesas com a assistência à saúde dos trabalhadores; e limita a 6,5% da folha de pagamento a participação no custeio dos planos de saúde dos funcionários pelas empresas públicas. Isso afeta tanto a Cassi (plano de saúde dos funcionários do BB), quanto o Saúde Caixa.



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