A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Humano e Social (SMDHS) e a Superintendência Municipal de Igualdade Racial (Supir) uniram forças e firmaram parceria visando ao combate ao racismo. Representantes dos dois órgãos têm promovido reuniões virtuais com o objetivo de avançar na construção de ações articuladas entre a Política Pública de Assistência Social e de Direitos Humanos.
Uma das medidas estabelecidas diz respeito à produção de relatório utilizando dados do Cadastro Único (Cadúnico) com recorte de raça/etnia. O documento servirá para territorializar as áreas mais vulneráveis em razão da pandemia da Covid-19 e será utilizado como base para priorização na doação de cestas básicas e material de higiene pessoal, por exemplo. (Leia mais abaixo)
A assessora chefe da Vigilância Socioassistencial da SMDHS, Fernanda Cordeiro, explicou que o departamento vai aprimorar os diagnósticos socioterritoriais com ênfase na questão racial, uma vez que as desigualdades sociais ultrapassam a perspectiva de renda.
- Estabelecer parcerias como estas nos possibilitam discutir e fomentar o debate de políticas públicas mais direcionadas. Estamos presenciando como o racismo é intrínseco às relações, sobretudo na sociedade brasileira. Sendo assim, enquanto poder público, temos esse compromisso - afirmou Fernanda.
O superintendente de Igualdade Racial, Diogo Lima, informou que um estudo mais aprofundado neste sentido é necessário, tendo em vista o agravamento das condições de vulnerabilidade diante da pandemia. Ele citou outros pontos da parceria e destacou que os informativos dos serviços de garantia de direitos da SMDHS começaram a ser difundidos de forma mais ampla pela Supir e vice-versa.
- A Superintendência de Igualdade Racial tem como missão desenvolver políticas de proteção e garantia de condições dignas para a parcela mais vulnerável do município. A aproximação com o órgão de Desenvolvimento Humano e Social é fundamental para que criemos políticas transversais - comentou.
Dados - De acordo com Fernanda, alguns dados já foram sistematizados, tais como renda, escolaridade e acesso ao trabalho. "Encaminhamos ao CIDAC para colocá-los em mapas. Estamos construindo um painel de indicadores para oficializar os estudos que deverão ser feitos nesse âmbito de modo permanente para a proposição de ações", explicou. (Leia mais abaixo)
Fonte: Supcom