
O Hospital Geral de Guarus (HGG) está realizando vídeo-histeroscopia. Considerado difícil de ser encontrado na rede pública, o exame começou a ser feito em janeiro na unidade hospitalar. Com uma demanda reprimida desde o segundo semestre de 2016, quando o exame era feito em rede contratualizada, até o início de maio, cerca de 150 procedimentos foram realizados, com média de 14 por semana. Na rede particular, o exame custa aproximadamente R$ 500.
A vídeo-histeroscopia é um exame que permite a visualização do útero por dentro, identificando algumas causas de sangramento uterino anormal, dores pélvicas, alterações de ultrassonografias e de preventivos. Geralmente, os pedidos atingem mulheres acima dos 45 anos.
— O exame era realizado através de um serviço contratualizado até o ano passado. Mas, desde janeiro, trouxemos para o HGG e estamos conseguindo aumentar o volume de exames para suprir a demanda reprimida do período passado — conta Raquel Arlinda, superintendente do Hospital Geral de Guarus.
Com o pedido do exame realizado pelo ginecologista do posto de saúde, a paciente pode ir ao HGG — de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h — para marcar a consulta triagem. O projeto de levar o procedimento para a unidade hospitalar foi elaborado pelas médicas Lara Morales e Joyce Barreto, especialistas na área.
— O exame é muito importante e, com o diagnóstico precoce da possível doença, temos mais tranquilidade para o tratamento. A demanda reprimida estava muito grande, mas este mês já estamos atendendo pedidos feitos em abril — disse a ginecologista Lara Morales.
De acordo com as médicas, em 97% dos casos não é necessário a utilização de anestesia para a realização do exame. — Ainda na triagem, conversamos com a paciente orientando sobre como o exame é feito, tirando dúvidas sobre a indicação e possíveis intercorrências, o que tranquiliza a paciente e sua família — explica a especialista Joyce Barreto.
A possibilidade de conversar antes de fazer o procedimento tranquilizou a dona de casa Regina Célia da Silva, de 65 anos. Após fazer os exames de rotina, ela passou pela triagem nesta semana.
— Fui muito bem tratada nesse primeiro momento e estou mais calma para fazer o exame. Espero que que dê tudo certo para mim — disse a dona de casa.
De acordo com a superintendência do HGG, o planejamento é que nos próximos meses o serviço seja ampliado, contemplando também a vídeo-histeroscopia cirúrgica, para tratar as doenças diagnosticadas durante o exame.
Fonte: Comunicação/PMCG