Mais de um milhão de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que sofreram descontos indevidos em seus benefícios e já contestaram essas operações ainda podem aderir ao acordo para receber a devolução do que foi desviado por associações, confederações e sindicatos, a título de mensalidades associativas, entre 2020 e 2025.
Desde que o INSS anunciou a devolução do dinheiro, 6,1 milhões de beneficiários contestaram os descontos feitos pelas entidades. E, segundo o instituto, apenas 4,8 milhões estão aptos a ter o ressarcimento. Ainda segundo o órgão, até agora, 3,7 milhões segurados já foram ressarcidos, num total de R$ 2,5 bilhões. (Leia mais abaixo)
A questão é que não basta consultar se seu benefício foi alvo de descontos e contestar a operação. Vencida essa primeira etapa (consulta e contestação) — que pode ser feita pelo aplicativo Meu INSS, pela central telefônica 135 ou numa agência dos Correios —, o segurado prejudicado precisa também aderir ao acordo de pagamento.
Essa fase de adesão é liberada após a contestação e depois do prazo de 15 dias úteis dado pelo INSS às entidades para que apresentem provas de que os aposentados e pensionistas aceitaram se filiar e concordaram com os descontos.
Se essas associações, confederações e sindicatos simplesmente não respondem ao INSS ou fornecem provas falsas, a adesão ao acordo é liberada pelo Meu INSS ou numa agência dos Correios (nesta fase, não é possível utilizar a central 135).
Na semana passada - Na semana passada, o INSS prorrogou por mais três meses o prazo para aposentados e pensionistas contestarem descontos indevidos, que acabaria em 14 de novembro. Isso porque o instituto estima que cerca de três milhões de pessoas ainda não procuraram o órgão para tratar do assunto. Esse prazo agora vai até 14 de fevereiro de 2026.
Como contestar os descontos (Leia mais abaixo)
Como aderir ao acordo de pagamento
Fonte: Extra