Descentralização do diagnóstico e tratamento da hanseníase

As ações acontecem em parceria com os profissionais da Estratégia Saúde da Família (ESF)


12/08/2015   às 7h40   -   Foto: Sup. de Comunicação hanseníaseO Programa Municipal de Combate à Hanseníase, da Secretaria Municipal de Saúde, deu início à descentralização do diagnóstico e do tratamento da doença em Campos. As ações acontecem em parceria com os profissionais da Estratégia Saúde da Família (ESF), que levam medicamentos nas residências dos pacientes cadastrados, quando necessário. O trabalho começou nesta terça-feira (11), nas Unidades Básicas de Saúde da Família (UBSF) de Ponta da Lama, Santa Cruz e Parque Prazeres, durante mobilização realizada das 9h às 15h, para comemorar o Dia Estadual de Luta Contra Hanseníase, lembrado em 5 de agosto. Profissionais do Programa ofereceram orientação, consulta de triagem e material informativo. A mobilização contou com a participação da gerente de Dermatologia Sanitária da Secretaria Estadual de Saúde, Kedman Trindade Mello. "É muito importante esta ação que o município está desenvolvendo, intensificando a busca ativa de casos, que já acontecia, mas, principalmente, descentralizando o diagnóstico e o tratamento. Em todo o país, o número de casos vem diminuindo. No estado do Rio de Janeiro, em 2014, tivemos 1.166 casos confirmados", disse. Maria do Rosário Rodrigues, 64 anos, levou o esposo Genilson Silva, 74 anos, e a prima Franciele Gomes, 12, para receber as orientações. "Aproveitei que eles estavam aqui para ver se estava tudo certinho. Eles explicam muito bem. Gostei muito de aprender o que eles ensinaram". Joana Pessanha, 76 anos, disse que valeu a pena participar da ação. "Nunca procurei saber antes se eu tinha algum problema de pele, e hoje eles nos incentivaram a observar nosso corpo", afirmou. A enfermeira do Programa, pós-graduada em enfermagem dermatológica, Gláucia Ribeiro, lembrou que a hanseníase é uma doença infectocontagiosa crônica, que apresenta múltiplas formas, que se manifestam por diferentes tipos de lesões na pele. "A Hanseníase tem cura e, logo no início do tratamento, os riscos de transmissão da doença são baixíssimos. O tratamento é gratuito", ressaltou. Em Campos, cerca de 100 usuários estão em tratamento atualmente. Toda semana novos pacientes são diagnosticados e outros recebem alta. Em 2013, foram diagnosticados 57 novos casos da doença e 69, em 2014. O Programa oferece o exame de baciloscopia do raspado dérmico, que auxilia no diagnóstico da hanseníase.



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