Deputados falam em impeachment de Witzel por supostos grampos ilegais

Tristão, homem forte de Witzel, será convocado a prestar depoimento à Alerj sobre os grampos




13/02/2020, 16h41, Foto: Divulgação.

A suspeita de que o governo de Wilson Witzel (PSC) tenha grampeado deputados estaduais aumentou a temperatura da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro e fez com que alguns integrantes do parlamento começassem a falar na possibilidade de impeachment nesta terça-feira.


Líder da bancada bolsonarista na assembleia do Rio, o deputado Dr. Serginho (PSL) foi um dos que começaram a tentar emplacar o discurso da destituição durante a sessão plenária da Alerj. Ele usou, como argumento, a dúvida de que Witzel estaria intervindo ilegalmente no parlamento.


“Se há dúvida de investigação ilegal sobre o os parlamentares, formulada pelo próprio Chefe do Poder Legislativo, e há ainda a declaração do Presidente da República de que o governador interferiu em investigação policial para fins políticos, não nos falta nenhuma prova minimamente indiciária para abrirmos o processo de impeachment”, afirmou ao Radar.


O pano de fundo para as discussões sobre o grampo dos deputados é uma suposta queda de braço entre o presidente da Casa, André Ceciliano (PT), e o secretário de Desenvolvimento Econômico, Energia e Relações Internacionais, Lucas Tristão – acusado nos bastidores de ser o responsável pelas escutas e por dossiês intimidadores.


Durante a sessão desta terça, determinou-se que Tristão, homem forte de Witzel, será convocado a prestar depoimento à Alerj sobre os grampos.


Na última sexta-feira, conforme Veja mostrou, o Diário Oficial do estado publicou um pedido de informação dos deputados ao governador sobre a suposta rede de espionagem.


No documento, Ceciliano pede para apurar “a existência, a manutenção e a captação, em qualquer secretaria ou órgão ligado ao Poder Executivo, de escutas telefônicas, captações ambientais, interceptações físicas (seguir pessoas e captar suas imagens, encontros e afazeres), ações controladas com infiltrações de agentes, a captação de mensagens de SMS ou qualquer outro aplicativo de mensagens e e-mails contra autoridades públicas”.


Fonte: Veja