24/09/2015 às 15h13 - Foto: Divulgação


Os jovens de Campos já contam com uma novidade que está revolucionando o mercado de trabalho, oferecida por uma única instituição da rede privada na cidade que, inclusive, possui habilitação junto ao Conselho Estadual de Educação (CEE-RJ) e ao Conselho Regional de Engenharia Arquitetura e Agronomia (CREA-RJ). A oportunidade nasceu no Centro Integrado Educacional e Técnico Campos (CIETEC), localizado na rua Doutor Raul Abbott Escobar, no Parque Califórnia, direcionada aos estudantes que terminam o novo ano e almejam fazer curso técnico. Assim, ao ingressarem no CIETEC, no findar de três anos, esses estudantes concluem o ensino médio e se tornam profissionais técnicos, com diploma devidamente reconhecido. E o que é melhor: eles saem com o diploma e, ainda, com estágio garantido.
Recentemente, a nova modalidade de curso pôde ser conferida por representante da ALERJ, em visita a Campos, que afirmou que esta “poderia expandir-se para um grupo de jovens que estão à margem do mercado de trabalho por falta de oportunidade e qualificação”. A declaração é do deputado estadual Flávio Bolsonaro, que conheceu o CIETEC e suas instalações e acrescentou: “Consequentemente, por falta de uma oportunidade como essa, muitos passam a seguir por caminhos desvirtuosos”. A diretora da instituição, Andressa Amaral, explica que os alunos cursam o primeiro ano tendo vivências em todas as áreas técnicas que podem escolher, dentre elas: eletrotécnica, automação, mecânica e mecatrônica. E, no segundo ano, optam por determinado curso, amadurecendo a escolha, fazendo aulas práticas e estágio no Centro de Práticas Profissionais da instituição.
Campos 24 Horas – Qual o perfil de jovem que pode aproveitar essa nova modalidade de curso?
Andressa Amaral- Jovens de 14 a 18 anos, em média, que concluem o nono ano. Ao ingressarem no Cietec para o ensino médio integrado, saem, no findar de três anos, com formação técnica e o ensino médio. Por tratar-se de um público jovem, que ainda não teve contato com o mercado de trabalho, nós iniciamos este projeto e criamos um Centro de Práticas Profissionais, em nossa unidade II, para que nossos alunos tenham práticas voltadas para o mercado, fora do programa curricular regular pois já existem previstas em laboratórios, mas
C24H – Então o ensino médio integrado técnico é voltado ao jovem que realmente nunca trabalharam?
Andressa – Sim, nossa preocupação quando iniciamos o Ensino Médio Integrado Técnico foi justamente essa, de buscar um recurso que alicerçasse esses jovens que nunca trabalharam, sem experiência, que não conhecem essa realidade, ao mercado de trabalho. A experiência no Centro de Práticas Profissionais vai garantir a eles condições de vivenciarem o mundo do trabalho. E as horas-aulas são convertidas em estágio supervisionado.
C24H – Observamos muito pouco o olhar de representantes do poder público voltado a projetos do interior. Foi surpresa as declarações do representante da Alerj feitas ao curso?
Andressa – Sim, para nós foi uma surpresa quando fomos informados que o deputado Flávio Bolsonaro estava em nossa cidade e que queria visitar a instituição e conhecer melhor este projeto. Ele visitou nossos alunos, esclareceu alguns questionamentos, conheceu a instituição e buscou saber mais sobre este projeto, fazendo a declaração que você já citou acima e também afirmando que seria bom que mais projetos como esse existissem e que não ficassem restritos somente aos jovens do CIETEC.
C24H– Esse programa tem o mesmo sistema do que é desenvolvido no Instituto Federal Fluminense (IFF) e na Faetec?
Andressa - Sim, hoje o CIETEC é a única instituição da rede privada de ensino da região que possui habilitação junto ao CEE-RJ e o CREA-RJ para a formação integrada. E da mesma forma que é ofertada pelo IFF e pela FAETEC, nosso público é de jovens que terminam o nono ano, ingressam conosco no sistema integrado e fazem, durante três anos, o ensino médio junto com o técnico, podendo escolher entre os cursos técnicos em: eletrotécnica, automação, mecânica ou mecatrônica e agora já saem com estágio.
C24H– Mas vocês também atuam na formação técnica regular. Há diferença de um para o outro?
Andressa - Com certeza. O público do ensino médio integrado é composto de jovens, muitas vezes indecisos, que ainda não têm total convicção da profissão que querem seguir. Por esta razão, temos o Ciclo Básico Comum, que ocorre no primeiro ano de formação, onde os alunos vivenciam práticas em todas as áreas, para que, após esta experiência, possam fazer a escolha do curso que de fato vão querer e, assim, ingressarem, a partir do segundo ano, na especialização. Neste momento passam a fazer parte do Programa de Estágio.
C24H – Então, após o primeiro ano, quando escolhem o curso, são direcionados ao estágio?
Andressa - Sim, é estabelecido um critério interno, geralmente processo seletivo, feito por supervisores de empresas do ramo e que são também professores deles, da mesma maneira que acontece no mercado de trabalho, de modo que eles já consigam dispor desta experiência. Neste processo, há entrevista coletiva, individual, prova de conhecimentos específicos e dinâmica de grupo. Após o processo seletivo, ingressam no Programa de Estágio, que se divide em três momentos: teórico, práticas gerais e prática específica.
C24H – Que três momentos de estágio são esses?
Andressa - No primeiro momento o objetivo é dar aos alunos suporte técnico administrativo para o ingresso no mercado de trabalho, como por exemplo, ensinar-lhes de que maneira a elaboração de um currículo deve ser feita, técnicas de entrevista, conhecimento de legislação trabalhista, dentre outros. No segundo, há um direcionamento para noções de segurança do trabalho em aplicações práticas, primeiros socorros, elaboração de relatórios técnicos e por ai vai. E no terceiro, os alunos vivenciam situações reais do mercado de trabalho, como por exemplo, trabalho em altura, aprendem a usar equipamentos de segurança, trabalhar em espaço confinado, fazer manutenções preventivas e preditivas. Tudo isso para que tenham suporte base para o ingresso no mercado de trabalho.
C24H– Tudo isso acima é um diferencial para quem quer estar inserido no mercado de trabalho não é? E o que impulsionou a criação deste projeto?
Andressa – Com certeza. Quando decidi iniciar o ensino médio integrado na instituição, tive como premissa que estaríamos lidando com um público diferente, ou seja, jovens inexperientes, muitos deles que não têm a menor ideia do que é o mercado e, se forem formados sem esta noção mínima, correm o risco de fazerem parte de uma estatística perversa de pessoas formadas, mas que não conseguem ingressar no mercado, às vezes pelo simples fato de não conseguirem se sobressair num processo seletivo. Isso me motivou, junto à equipe pedagógica da instituição, para iniciar este projeto que está sendo um sucesso.
C24H– As matrículas para 2016 já estão abertas?
Andressa - Estamos na fase de pré-matrícula, pois todos os nossos alunos, antes de serem matriculados, são atendidos individualmente pela equipe pedagógica, junto de seus pais, de modo que possamos orientar sobre todo o projeto pedagógico e proposta curricular da instituição. E, a partir daí, as matrículas começam em novembro. Este ano abriremos 50 vagas, duas turmas de 25 alunos cada, pois em quantitativo restrito, buscamos garantir a qualidade e melhor rendimento dos nossos alunos.