Deputado estadual Val Ceasa é alvo de buscas em operação contra ligação de agentes públicos com o TCP

Agentes visam cumprir 14 mandados de busca e apreensão contra 3 agentes públicos investigados por suspeita de envolvimento com a facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP).


  • 18/06/2026, 08h38, Foto: Divulgação.

Campos 24 Horas – O deputado estadual Val Ceasa (PRD) é um dos alvos, nesta quinta-feira (18), de uma operação da Polícia Civil do RJ e do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) contra agentes públicos suspeitos de ligação com o Terceiro Comando Puro (TCP), a 2ª maior facção do tráfico do RJ.

Também sofreram buscas o ex-vereador do Rio de Janeiro Ulisses Marins (União Brasil) e um ex-assessor parlamentar. Ao todo, são cumpridos 14 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio. Um dos endereços é a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). (Leia mais abaixo)

Segundo a força-tarefa, o trio interveio para tentar impedir a demolição do “resort” do chefão do TCP. A operação policial para pôr o imóvel abaixo chegou a ser adiada.

Na casa de Val Ceasa, agentes apreenderam R$ 166 mil em espécie.

A reportagem procurou a defesa dos envolvidos e aguarda resposta.

Ação para salvar ‘resort’ - A investigação começou na Coordenadoria de Investigação de Agentes com Foro (Ciaf) da Polícia Civil e foi remetida ao MPRJ. O procurador-geral de Justiça do estado, Antonio José Campos Moreira, pediu os mandados, e a Justiça deferiu as buscas desta quinta.

A força-tarefa encontrou indícios de que esses agentes públicos procuraram a Polícia Militar para impedir a demolição de imóveis de luxo do TCP — um deles é o “resort” do traficante Álvaro Malaquias Santa Rosa, o Peixão, chefão da facção. (Leia mais abaixo)

O espaço, batizado de “Resort Green”, ficava em uma área de preservação ambiental em Parada de Lucas, que compõe o Complexo de Israel, principal reduto do TCP. A propriedade tinha piscinas e até um lago para a criação de carpas.

Segundo o MPRJ, os investigados teriam usado a influência dos cargos para alegar que os imóveis seriam destinados à prestação de serviços sociais.

No entanto, as apurações indicam que essa justificativa não correspondia à realidade.

Os mandados foram autorizados pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e são cumpridos na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), na Ceasa e em outros endereços localizados na capital fluminense e no Espírito Santo.

Fonte: g1 (Leia mais abaixo)



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