Demissão de terceirizados do Isepam gera revolta

Pais chegam a propor que assumam o lugar dos terceirizados


25/11/2016      10h29    |    Foto: Filipe lemos/Campos 24 Horas e-25-10 unnamede-25-7Pais de alunos do Isepam (Instituto Superior de Educação Professor Aldo Muylaert) iniciaram uma mobilização a fim de que a unidade possa funcionar normalmente no ano de 2017, já que todos os funcionários terceirizados através da Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec) foram demitidos. Na noite desta quinta-feira (25), foi realizada uma reunião entre pais, professores e a direção da escola, quando foram debatidas medidas a serem tomadas. Cerca de 40 contratados que exercem atividades na limpeza, portaria e serviços administrativos estariam de aviso prévio, encerrando suas funções no próximo dia 30. "Eu me sinto lesada com essa situação, porque meu filho está sem aula. Os terceirizados foram demitidos e não tem funcionário para cuidar da escola e das crianças. Eu espero que o Estado resolva essa situação, porque a escola não tem nada a ver com isso. A escola está cumprindo com a parte dela, e quem tem que resolver é o governo", disse Luana Rangel, mãe de um aluno. e-25-6 Tatiane Mota, de 20 anos, mãe de dois alunos também esteve na reunião."Eu me sinto humilhada. O Estado está falido. Se paramos a escola mais uma vez, em janeiro o problema não vai estar resolvido. O ano letivo era para terminar em abril. Meu filho não tem base nos estudos, ele começou o ano atrasado e vai terminar atrasado. Se parar de novo, nós só vamos prorrogar o problema", disse Tatiane, acrescentando que ela propõe que os pais assumam o lugar dos funcionários para que a escola não feche. "Se o Governo não faz, nós temos que acompanhar nossos filhos. Se tiver precisando de limpeza, nós temos de  limpar. Se está precisando de vigia, nós temos que dar um jeito!, disse. Tatiane destacou ainda que a escola está sem merenda há pelo menos um mês. "A escola é nossa. Os nossos filhos estão aqui dentro e nós temos que lutar para a escola continuar aberta", concluiu. A direção da unidade escolar preferiu não comentar o caso. (Atualização às 14h33 para corrigir informações) __________________________________________________________________________



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