Veja o vídeo ao final das informações - Em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (12), a delegada Carla Tavares, titular da 134ª DP/Centro, detalhou a investigação que levou à prisão do homem identificado como Douglas Dias da Silva, de 27 anos, que confessou o assassinato de Kelen Santos Pereira, de 25 anos.
Segundo a delegada, amigas da vítima, que também faziam programas, chegaram a alertá-la para que não aceitasse o encontro, pois o contratante seria uma pessoa extremamente violenta. Ainda assim, Kelen decidiu ir, pois enfrentava dificuldades financeiras no momento. O programa foi marcado para acontecer na residência do acusado. (Leia mais abaixo)
De acordo com as investigações, após um desacordo sobre o que teria sido combinado, a vítima quis deixar o local, mas foi impedida. O suspeito relatou que houve discussão e que ela teria desmaiado durante a briga. No entanto, a perícia apontou fraturas no crânio, no braço e na perna, indicando agressões violentas.
Após o crime, Douglas colocou o corpo no banco traseiro do veículo e saiu da residência. Imagens do Centro de Controle Operacional (CCO) e levantamentos permitiram à polícia identificar o carro e refazer todo o trajeto percorrido. Com frieza, o acusado parou em um posto de combustíveis, abasteceu o veículo e comprou etanol, utilizado para incendiar o corpo na região de Lagoa de Cima.
“A partir da identificação do veículo conseguimos chegar à autoria e reconstruir passo a passo o caminho feito por ele. Foi identificado em tempo recorde”, destacou a delegada.
Após a prisão, Douglas narrou a dinâmica do crime de forma tranquila, segundo a autoridade policial. Ele afirmou que foi o segundo encontro com a vítima e alegou que houve “desacordo contratual”. Disse ainda que quebrou o celular da jovem por entender que o aparelho não teria utilidade para ele.
O suspeito trabalha como pedreiro e motoboy e, conforme informado, não possui passagens anteriores pela polícia. A delegada ressaltou, no entanto, que crimes contra garotas de programa muitas vezes deixam de ser denunciados devido à vulnerabilidade das vítimas. (Leia mais abaixo)
O acusado permanece preso à disposição da Justiça, enquanto o inquérito segue para conclusão.
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