Caso Volare: situação é complexa e delicada; moradores concedem entrevista
VEJA VÍDEOS – Situação de prédio luxuoso no Tamandaré interditado pela Defesa Civil é explicada por especialista
07/12/2018, 09h57, Foto: Filipe Lemos/Campos 24 Horas .
Veja vídeos ao final das informações -A Defesa Civil, moradores do prédio Volare e representantes da empresa responsável pelas obras no local concederam, na manhã desta sexta-feira (7), uma entrevista coletiva e confirmaram que a situação é complexa. Ainda não há prazo para que o prédio volte a ser habitado. O prédio luxuoso tem 16 andares e 28 apartamentos e foi interditado no dia 25 de novembro passado depois que uma coluna cedeu e passou a ter risco de desabamento.
De acordo com o superintendente da Defesa Civil Municipal, major Edilson Pessanha, os moradores podem ir aos seus imóveis, mas, por medida de segurança, não podem permanecer ou dormir.
ESPECIALISTA DIZ QUE SITUAÇÃO É COMPLEXA
Paulo Maia, professor e especialista em engenharia de fundações com experiência profissional na área, destacou que estruturas e edificações como a do edifício Vollare são bastante comuns. "Ela é construída exatamente como a maior parte dos edifícios na região. O que a gente vê nessa construção, não é um segredo. O problema é delicado, complexo e envolve muitos estudos, porém não é possível apontar as causas específicas, mas há alguns aspectos efetivamente já conhecidos, inclusive descarta problemas de fundação, problemas de construções vizinhas", disse. E acrescentou: "A complexidade do problema envolve levantamentos e estudos que não permitem conclusões nesse momento"
DEFESA CIVIL
Durante a coletiva, o superintendente de Defesa Civil, major Edilson Pessanha afirmou que, em 15 anos no órgão, nunca se deparou com tal situação, mas acredita que 'na engenharia tudo tem recurso'.
As obras começaram entre os dias 22 e 25 de outubro com escoramento provisório preventivo finalizado em 14 de novembro, rachaduras em várias posições e direções, antes da interdição, e continuam com acompanhamento.
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RELEMBRE
No dia 25 de novembro passado, após um forte estrondo ouvido por moradores do Volare, o major Edson Pessanha esteve no local e confirmou que uma coluna de sustentação cedeu, decidindo pela interdição. Com isso, todos os moradores deixaram o prédio.
De acordo com Pessanha, os representantes da empresa responsável - que estavam fazendo a intervenção de forma preventiva - já estavam no local. Ele citou que empresa já estava realizando preventivamente o escoramento com a estrutura metálica, o que impediu que ocorresse algo pior, como o desabamento.