
A história do assassinato de um líder e outros temas serão abordados na 10ª Bienal do Livro, durante a exibição do documentário “Forró em Cambaíba” que irá acontecer no dia 21 de novembro, às 19h. Após a exibição, ocorrerá um debate com o jornalista e professor Vítor Menezes. A bienal será realizada entre os dias 20 e 25 de novembro no Instituto Federal Fluminense (IFF) campus centro.
O documentário, dirigido pelo jornalista e professor Vitor Menezes e com produção da jornalista Luciana Fonseca, registra a madrugada da ocupação do MST nas terras da antiga usina Cambaíba, em 2 de novembro de 2012, além do assassinato do principal líder da ocupação, Cícero Guedes dos Santos. A exibição do documentário será na Sala de Cursos do IFF.
- Entre outros entrevistados, o documentário traz o depoimento do ex-delegado do DOPS (Departamento de Ordem Pública e Social), Cláudio Guerra, autor das denúncias sobre o desaparecimento de corpos no livro “Memórias de uma guerra suja”, gravado no próprio local onde, segundo ele, teriam ocorrido os crimes. O filme também registra o depoimento da ex-proprietária da usina, Cecília Ribeiro Gomes, que nega a possibilidade da ocorrência dos casos – comentou o ex-presidente da Associação Campista de Letras (AIC).
O evento promete estimular a discussão desse fato da história campista. Vítor comentou sobre a expectativa de participar do debate na Bienal. “Acredito que o tema é muito oportuno nestes tempos de recrudescimento em que vivemos. Os temas da reforma agrária, da ditadura militar e da ação popular por meio dos movimentos sociais ainda são vistos como tabus e precisam ser encarados com firmeza pela sociedade. É especialmente importante que estes temas apareçam representados em um cenário local, o que nos insere nestes grandes debates nacionais com um exemplo muito próximo – destacou o professor.
A 10ª Bienal do Livro de Campos tem o patrocínio da concessionária Águas do Paraíba e Realiza Construtora, com realização da Prefeitura de Campos e Sesc, e conta também com o apoio do Boulevard Shopping e Instituto Federal Fluminense (IFF). Esta edição será realizada no mesmo local da primeira e terá como patrono Nilo Peçanha, campista que foi presidente do Brasil (1909/1910). A bienal homenageará também Antônio Roberto Fernandes, Félix Carneiro e Lenilson Chaves, que implantou a Bienal do Livro em Campos, em 2000.
Toda a programação da 10ª Bienal do Livro de Campos está sendo elaborada por uma comissão da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima (FCJOL) e terá uma economia de R$ 1,3 milhão em estrutura.
Fonte: Comunicação PMCG