
Como afirma a sabedoria popular, o ano só começa depois do Carnaval e, na Câmara de Vereadores de Campos, igual ao ano anterior, ou seja, com a conhecida "dança das cadeiras", a partir da operação da PF denominada "Chequinho", já com 10 vereadores condenados em primeira instância. Prova disso é que o presidente do Executivo local, Marcão Gomes (REDE), convocou por meios legais, a suplente de vereadora Joilza Rangel (PSD), que assumiu no lugar de Jorge Rangel (PTB), afastado pela Justiça depois de ter condenação confirmada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) no mesmo caso.
E não para por aí. O processo do vereador Roberto Pinto (PTC), que também figura na Chequinho, seria julgado em janeiro, mas foi retirado da pauta por ausência da desembargadora-relatora, mas retorna nesta segunda-feira (19). Isto quer dizer que, caso seja condenado, outras mudanças na Câmara de Vereadores podem acontecer mais rápido do que se supõe. Ele poderá recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas fora do cargo.
RECORRENDO FORA DO CARGO
Assim como poderá fazer Roberto Pinto, caso seja condenado, estão ainda recorrendo fora do cargo, Jorge Magal (PSD) e Vinícius Madureira (PRP). Seguindo o entendimento do Supremo Tribunal Federal, os dois vereadores foram afastados dos cargos depois de serem condenados e terem esgotados todos os recursos na segunda instância. Magal, inclusive, já teve um pedido para recondução à Câmara rejeitado pelo plenário do Tribunal Superior.
A DANÇA AINDA NÃO ACABOU
Tem também os processos dos vereadores Thiago Virgílio (PTC), Linda Mara Silva (PTC) e Miguelito (PSL). Eles já tiveram os embargos negados pelo TRE e aguardam apenas a comunicação da Justiça Eleitoral para serem afastados. O vereador Kellinho (PR) e Ozéias (PSDB) fazem parte de outra ala de processos. Ambos tiveram as condenações mantidas no TRE, mas ainda aguardam uma data para julgamento dos embargos. Enquanto isso, continuam suas atividades na Câmara normalmente.
Mas, de todos os vereadores eleitos e investigados na Chequinho, dois ainda não tiveram, sequer, o mérito da ação analisado pelo TRE, que são Thiago Ferrugem (PR) e Roberto Pinto (PTC).
SUPLENTES TAMBÉM NA MIRA
Mas quem pensa que, em caso de condenação do titular da cadeira, o suplente entra de imediato, está enganado. Isso só acontece se ele também não estiver envolvido na Chequinho. Por isso que diversos processos já estão prontos para serem apreciados no plenário do TRE de casos de suplentes, mas aguardam data. Por enquanto, o único suplente julgado no TRE foi Léo do Morro do Coco, que teve a condenação mantida.
Caso os vereadores Thiago Virgílio e Linda Mara tenham que sair por medida judicial, seus suplentes são Carlos Alberto Canaã (PTC) e Cabo Alonsimar (PTC). Porém, Canaã já tem condenação em primeira instância na Chequinho. Depois dele, vem Beto Cabeludo (PTC).