A Escola Municipal Instituto Profissional São José, da Lapa, recebeu o Projeto Raízes: Identidade e Cultura Negra, uma iniciativa social patrocinada pela Ferroport (operadora do terminal de minério de ferro no Porto do Açu), realizada em municípios do Norte Fluminense, como Campos dos Goytacazes (RJ). O foco central da ação está no combate ao racismo e na valorização da cultura negra por meio da arte, da literatura e da educação.
A medida promove impacto social direto e senso de pertencimento nas comunidades próximas às operações da companhia. A Formação Cultural e Artística é um dos pilares do projeto, com oficinas práticas de teatro e musicalidade para crianças, utilizando jogos teatrais, expressão corporal e introdução às linguagens cênicas.
A Capacitação de Educadores é o segundo pilar, com oferta de oficinas de literatura afro-brasileira voltadas para professores da rede pública, fortalecendo o cumprimento da legislação de ensino da história e cultura afro-brasileira. Além disso, o Incentivo à Leitura é outra vertente da iniciativa, incluindo a doação de acervos de livros com temáticas de identidade e história dos povos negros para as escolas participantes.
De acordo com a diretora da unidade escolar, Fabíola Pires de Andrade, as atividades aconteceram durante um mês e, nesta semana, houve a culminância.
“Agradeço, com muito carinho, ao Projeto Raízes pela parceria, dedicação e contribuição tão significativa para nossa comunidade escolar. Nosso agradecimento especial ao Ministério da Cultura, à Ferroport e a todos os envolvidos, por tornarem esta iniciativa possível por meio da Lei Rouanet. Projetos como o Raízes enriquecem o cotidiano de nossas crianças, promovem cultura, conhecimento, criatividade e novas experiências, deixando marcas positivas na trajetória de nossos estudantes. Nossa gratidão a toda a equipe do Projeto Raízes por acreditar na educação e contribuir para transformar vidas através da cultura! Muito obrigada por fazerem parte da nossa história!”, declarou.
Professora de Suporte Pedagógico da unidade, Izabella Campos Frias Quitar também agradeceu. “Fazer parte de uma iniciativa que resgata, valoriza e debate a nossa matriz africana foi uma experiência transformadora. Mais do que um projeto pedagógico, o Raízes cumpre um papel social e humano que considero fundamental: ele traz para o centro do debate a nossa identidade, a nossa história e a riqueza de uma cultura que nos molda diariamente, mas que tantas vezes é silenciada. Ver o impacto e a importância que essas atividades têm na vida dos nossos alunos é algo imensurável”, comentou.
Para ela, o projeto não apenas ensina, mas também gera pertencimento, fortalece a autoestima e abre caminhos para que os estudantes se reconheçam e tenham orgulho de suas origens. É um espaço de combate ao preconceito e de construção de uma consciência crítica e empática.
“Parabenizo toda a equipe envolvida na idealização e execução do projeto, e agradeço imensamente por confiarem à nossa escola a chance de somar nessa jornada tão bonita. Saio dessa experiência com a certeza de que plantamos sementes valiosas para o futuro de cada um desses jovens e da nossa Instituição”, finalizou.
A Ferroport, joint venture da mineradora Anglo American e da Prumo Logística, é uma empresa privada brasileira do setor de infraestrutura e logística, responsável pela operação do Terminal de Minério de Ferro, no Porto do Açu, em São João da Barra, no Norte do Estado do Rio de Janeiro. Em atividade desde 2014, ocupa a terceira posição entre os terminais privados do país.