18/08/2015 - às 14h15 - Foto: Antônio Leudo/Sup. de Comunicação

No Centro de Referência e Tratamento da Criança e do Adolescente (CRTCA), a Secretaria de Saúde de Campos desenvolve o Projeto de Combate à Obesidade Infantil. A endocrinologista do projeto, Valesca Kuba, frisa que o “problema é gritante” e que 90% das consultas no CRTCA estão relacionadas à obesidade, sobrepeso e alterações do colesterol.
Um estudo realizado pela médica no período de 2009 a 2012, com 176 crianças, mostrou que metade tinha problemas de sobrepeso e obesidade.
- São problemas mais complicados quando surgem na infância, pois a tendência é que eles permaneçam no paciente em outras fases do seu desenvolvimento, passando despercebidos e gerando outras complicações à saúde. Temos atendido crianças com pressão alta e diabéticas. O acompanhamento por especialistas é fundamental, mas o tratamento dificilmente dá resultado sem a participação da família - destaca a endocrinologista.
A médica explica que o paciente criança ou adolescente é acompanhado por psicólogos e cardiologistas, conforme o caso. Também são dados atestado e encaminhamento para a prática de exercícios nas Vilas Olímpicas. A revisão acontece a cada dois meses.
- Crianças e adolescentes gostam refrigerantes, doces, hamburgueres e outras guloseimas, e os pais muitas vezes foram criados no erro alimentar, tendo dificuldade de mudar, junto com os filhos, para uma alimentação saudável, à base de frutas e legumes. Quando percebemos essa dificuldade de mudança e vemos que o tratamento não está dando resultado, o Serviço Social convoca a família para uma reunião e, dependendo da situação, se houver risco à saúde da criança ou do adolescente, até o Conselho Tutelar é acionado para intervir – ressalta a especialista.
Ela lembra que nos últimos oito anos, o perfil dos pacientes do CRTCA vem mudando. “Antes, as consultas eram, em sua grande maioria, para crianças de baixo peso ou desnutridas”, conclui.