Croácia derrota Nigéria; Dinamarca bate Peru; Argentina empata com a Islândia; França vence Austrália
Confira os resultados de todos os jogos deste sábado (16)
Atualizada às 17h58 - Com um gol em cada tempo, e sem passar dificuldade, a Croácia começou bem o Mundial da Rússia ao levar a melhor sobre a Nigéria ao vencer por 2 a 0, no estádio de Kaliningrado, na abertura dos jogos no Grupo D da Copa do Mundo. Etebo (contra) e Modric foram os autores dos gols que põem croatas na liderança isolada (três pontos) e com mais conforto para enfrentar a poderosa Argentina de Messi, na próxima quinta. A Nigéria, lanterna da chave, tenta se recuperar diante da Islândia no dia seguinte.
PRIMEIRO TEMPO
Croácia e Nigéria entraram em campo sabendo que quem vencesse largaria na liderança - graças ao empate entre argentinos e islandeses. A equipe européia dominou a maior parte da primeira etapa, apesar do nervosismo nos momentos iniciais, em que tinha dificuldade de criar jogadas de ataque. A chamada "geração de ouro", que pode estar fazendo sua última Copa do Mundo, se arriscou em chutes de fora e da entrada da área, enquanto os Águias Verdes preferiam lançar bolas pelo alto, uma delas bem defendida pelo goleiro Subasic.
O PRIMEIRO GOL
Mas foi pelo alto que o time xadrez abriu o placar, aos 31 minutos. Após cobrança de escanteio, Rebic desviou de cabeça no primeiro pau, e Mandzukic raspou de peixinho. Mas a bola que parecia ir para fora desviou em Etebo e tomou o caminho do gol, sem chance para o arqueiro Uzoho. Nos minutos finais da etapa inicial, os nigerianos até tentaram empatar em um forte chute de Iwobi, que explodiu em Lovren.
SEGUNDO TEMPO
Os nigerianos voltaram do intervalo equilibrando forças e arriscando mais, tanto em cruzamentos e cabeçadas, quanto em chutes a gol e até em boas chegadas de Moses, o mais perigoso da equipe. Po outro lado, a Croácia começou a complicar lances fáceis, onde até chegavam a se enrolar sozinhos em lance de ataque - Rebic e Vrsaljko se chocaram sozinhos.
DINAMARCA BATE PERU
Atualizada às 15h - Em sua volta à Copa do Mundo após 36 anos, o Peru contou com o apoio de sua torcida, maioria absoluta em Saransk. Teve um pênalti dado pelo VAR (que o são-paulino Cueva desperdiçou). E foi melhor na maior parte do jogo. Mas acabou sendo derrotado pela Dinamarca por 1 a 0, gol de Poulsen. O flamenguista Guerrero entrou aos 17 minutos do segundo tempo e deu nova dinâmica ao time peruano e quase marcou um golaço de calcanhar.
COMO FICA E O QUE VEM POR AÍ
A Dinamarca empata com a França na liderança do Grupo C com três pontos, mas os franceses levam vantagem nos gols marcados, já que venceram a Austrália por 2 a 1. A segunda rodada do Grupo C será disputada na quinta-feira. A Austrália encara a Dinamarca às 9h (de Brasília) em Samara. Já a França pega o Peru em Ecaterimburgo, às 12h.
OLHA O VAR AÍ!
Aos 43 minutos do primeiro tempo, o VAR entrou novamente em ação, mudando a decisão do árbitro Bakary Gassama, de Gâmbia (o mesmo que se enrolou com o VAR na Copa das Confederações no ano passado). Em disputa com Poulsen, Cueva caiu na área e ficou pedindo pênalti, mas o juiz nada marcou. Após quase meio minuto, Gassama paralisou o jogo para acionar o recurso do VAR. E então decidiu por dar o pênalti. Na cobrança, porém, Cueva isolou. O são-paulino pegou muito mal na bola e mandou por cima do gol. Ele saiu de campo chorando para o intervalo, amparado por todos os seus companheiros, especialmente Paolo Guerrero.
PRIMEIRO TEMPO
Empurrado pela sua torcida, maioria absoluta no estádio de Saransk, o Peru começou melhor, pressionando a Dinamarca. Carrillo, aberto pela direita, era disparado o jogador mais perigoso em campo, com suas jogadas em velocidade. A partir dos 20 minutos, porém, a Dinamarca passou a controlar as ações do jogo, ficando mais com a bola - terminou o primeiro tempo com 59% de posse. As melhores chances dos dinamarqueses, porém, foram em jogadas de bola parada - em escanteios para os grandalhões Poulsen (1,93m), Jorgensen (1,94m) e Christensen (1,92m), ou de falta, com Eriksen. No final, porém, quem teve a melhor oportunidade foi o Peru, no pênalti que Cueva sofreu e isolou.
SEGUNDO TEMPO
O Peru novamente começou melhor e teve chance para abrir o placar num lance em que Cueva deixou o marcador no chão, mas preferiu tocar a chutar, e Carrillo acabou perdendo. Na jogada seguinte, aos 13, gol da Dinamarca, com Poulsen, aproveitando boa jogada de Sisto e Eriksen. Guerrero entrou quatro minutos depois e deu nova cara para o time do Peru, fazendo o pivô e deslocando Farfán para a armação. O Peru empilhou uma oportunidade atrás da outra. Guerrero quase marcou um golaço de calcanhar, Farfán teve uma chance clara defendida por Schmeichel... o placar mais justo seria o empate. Péssimo resultado para o Peru, que agora terá de vencer França e Austrália para se classificar sem depender de uma combinação de resultados.
MESSI PERDE PÊNALTI, E ARGENTINA ESTREIA COM EMPATE CONTRA A ISLÂNDIA

Atualizada às 11h58 - Nem o calor humano da torcida, nem o poder de fogo de um dos melhores do mundo. A Argentina não conseguiu superar o iceberg defensivo da Islândia e tropeçou na estreia na Copa do Mundo. A sensação europeia congelou Messi, que perdeu pênalti, e debutou em Mundiais com o empate por 1 a 1 com a bicampeã. Agüero abriu o placar, mas Finnbogason empatou logo depois em partida válida pelo Grupo D, neste sábado, no Spartak, em Moscou.
PRIMEIRO TEMPO
Praticamente 45 minutos secando gelo. A Argentina teve o apoio da torcida, quase 80% de posse de bola, um dos melhores do mundo ao seu lado, mas batia e voltava na muralha branca da Islândia. A zebra na Euro realmente não aconteceu à toa. Com dois volantes e um Mascherano plantado, a Argentina dava profundidade com Salvio e Tagliafico em parceria com Meza e Di María. As duas primeiras chances, porém, saíram de Messi, que conseguiu se desvencilhar da marcação dobrada e obrigar o goleiro a fazer boas defesas. Aos 19, chute errado de Di Maria encontrou Agüero na área. Rara chance que o atacante não desperdiçou: 1 a 0. Já aos 23, os homens de gelo viram espaços nas laterais, cruzaram a bola de um lado para o outro, até que Cabellero deu rebote para Finnbogason empatar.
SEGUNDO TEMPO
O ferrolho islandês voltou ainda mais apertado no segundo tempo. Com raras escapadas comandadas por Sigurdsson, a missão era se fechar. Com Banega no lugar de Biglia, Messi ganhou companhia no meio e entrou no jogo. Foi quando descolou lindo passe para Meza sofrer pênalti. Festa no Spartak encerrada por Halldorsson. Messi telegrafou a batida chapada no canto direito e parou no goleiro. O lance não abalou o craque, que passou a chamar a responsabilidade. Mas sempre que driblava um, dois, tinha um terceiro lá para atrapalhar. Chutes perigosos, faltas na entrada da área. Messi tentou de tudo. Sampaoli também arriscou. Colocou Pavón, Higuaín, e deixou o time com cinco atacantes. Nada que derretesse a muralha gelada.
CENTRO DAS ATENÇÕES
Como se não bastasse toda festa que a torcida da Argentina fez em Moscou desde o início da tarde, faltando minutos para bola rolar, já após o hino, uma explosão. No setor de camarotes surgiu Diego Armando Maradona. A massa se virou para ovacionar seu ídolo máximo e cantar que é melhor que Pelé. Tentativas de contato, fotos e carinho continuaram durante os 90 minutos para um Diego entusiasmado.
INVASÃO CELESTE
O estádio vermelho do Spartak ficou branco e celeste, com pequenas manchas do azul escuro da Islândia. A torcida da Argentina invadiu Moscou e demonstrou todo fanatismo por sua seleção. Bandeiras com o rosto de Messi dividiam espaços com camisas com seu nome. A já tradicional cantoria fez eco dentro e fora do palco da partida, com direito a novo hit que diz: “Vamos, Argentina. Sabe que eu te quero. Hoje tem que ganhar e ser o primeiro. Essa torcida louca, que dá tudo pela Copa. A que tem Messi e Maradona”.
FICOU DEVENDO
Messi não se escondeu do jogo, foi caçado durante os 90 minutos, apostou em jogadas individuais no segundo tempo, mas não conseguiu ser decisivo. No dia seguinte a Cristiano Ronaldo chamar para si os holofotes, o craque argentino teve a bola do jogo nos pés e parou de Halldorson em cobrança de pênalti. Agora, a pressão para que faça a diferença é ainda maior contra Croácia e Nigéria. Messi sabe disso. O jogo, por sinal, acabou com a bola em seus pés, quando, irritado, deu um chutão para o alto.
HOMEM DO JOGO
Hannes Halldórsson viveu a tarde de sua vida. Aos 34 anos, o goleiro do Randers, da Dinamarca, não foi páreo para Lionel Messi. E olha que o duelo foi longo. O argentino finalizou 11 vezes durante o jogo, três na direção do gol, entre eles um pênalti, e parou na muralha de gelo. Paredãosson!
Com uso da tecnologia, França vence Austrália em jogo que entra para a história das Copas
A vitória por 2 a 1 da França sobre a Austrália, na manhã deste sábado (16), na Arena Kazan, entrou para a história das Copas do Mundo. Não pela qualidade do futebol, mas pelo uso da tecnologia. Foi a primeira vez que o árbitro de vídeo (VAR, na sigla em inglês) mudou uma decisão do árbitro, culminando em pênalti para a França (anotado por Griezmann).
Foi também a primeira partida em 2018 com um gol assinalado com o sensor ativado pelo chip na bola, que, após chute de Pogba, bateu no travessão e então atrás da linha do gol da Austrália, antes de voltar para o campo (em 2014, o recurso já havia sido utilizado). Os australianos lutaram muito e chegaram a empatar o jogo com Jedinak, num pênalti bizarro de Umtiti (lance em que o árbitro uruguaio Andrés Cunha levou alguns segundos antes de tomar a decisão, mas, neste caso, não há como cravar que houve interferência do VAR). Mas a França, longe de ser brilhante, e com a ajuda da tecnologia, acabou saindo vitoriosa.
COMO FICA
Confirmando seu favoritismo, ainda que sem jogar bem, a França larga na frente no Grupo C, com três pontos. Peru e Dinamarca fazem o segundo jogo da chave às 13h, em Saransk.
O QUE VEM POR AÍ
A segunda rodada do Grupo C será disputada na quinta-feira. A Austrália encara a Dinamarca às 9h (de Brasília) em Samara. Já a França pega o Peru em Ecaterimburgo, às 12h.
VAR EM AÇÃO
E com polêmica. Em lance aos 9 minutos do segundo tempo, Griezmann caiu na área em jogada com o lateral Risdon. O árbitro uruguaio Andrés Cunha, num primeiro momento, entendeu que não houve nada - inclusive fez o sinal de que a jogada havia sido limpa. Na sequência, porém, optou pelo recurso de vídeo. Diante do replay, vendo a jogada por vários lances, Cunha entendeu que o toque de Risdon em Griezmann era faltoso e apitou o pênalti, para revolta da torcida australiana, ampla maioria na arena de Kazan. Na cobrança, o próprio Griezmann marcou, abrindo o placar. Foi a primeira intervenção do VAR na história das Copas.
E MAIS PÊNALTI NA SEQUÊNCIA
Três minutos após o gol francês, pênalti para a Austrália. Umtiti, de forma inexplicável, meteu a mão na bola. O árbitro hesitou por um instante, mas, diante da reclamação dos australianos, marcou o pênalti. E, aparentemente, sem recorrer ao VAR.
MAIS TECNOLOGIA EM CAMPO
Aos 34 minutos do segundo tempo, outro lance com uso da tecnologia: um gol assinalado com o sensor ativado pelo chip na bola, avisando que ela passou da linha da meta defendida pelo goleiro Ryan. Foi em chute de Pogba, que bateu no travessão, pingou dentro do gol e voltou para o campo. O sensor dispara um alerta no relógio do árbitro, que validou o gol. Vale lembrar que, na Copa de 2014, a própria França fez um gol validado com o uso do sensor, em jogo contra Honduras, em Porto Alegre, marcado por Benzema.
PRIMEIRO TEMPO
A França criou quatro chances de gols nos primeiros oito minutos, dando mostras de que o filme que veríamos seria o massacre do goleiro Ryan. Assim que a Austrália encaixou a marcação, porém, a França mostrou que é um grande grupo de excelentes jogadores, mas não um time no nível de Brasil, Espanha ou Alemanha. Os franceses simplesmente não conseguiam criar nada. Pior: passaram a dar espaços, e, aos poucos, os australianos foram avançando. Em lances de bola parada, a Austrália teve suas melhores chances. Na principal delas, uma falta lateral, Tolisso tentou cortar e quase marcou contra - Lloris fez uma defesaça e evitou o gol da Austrália. Fosse um time brasileiro jogando em casa, na condição de favorito contra um azarão, a França teria ido para o vestiário sob vaias...
SEGUNDO TEMPO
A etapa final foi marcada pelo uso do VAR no pênalti em Griezmann e pela bizarrice da penalidade cometida por Umtiti. Com 1 a 1 no placar, os australianos se mostraram satisfeitos e recuaram o time. A França tentou ir para o ataque, mas sem se expor - Deschamps trocou Griezmann, Dembélé e Tolisso por Giroud, Fekir e Tolisso. O gol histórico de Pogba, aos 34, fez com que a Austrália partisse mais para a frente na tentativa do empate, mas aí, com mais espaços, a França cresceu e ficou muito mais perto do terceiro gol do que os australianos do segundo. No final, resultado justo: França 2 x 1 Austrália. (GloboEsporte)