terça-feira 16 de dezembro de 2014 - Foto: Nelson Perez/Fluminense FC

Sem o apoio da Unimed, o futebol do Fluminense passa por mudanças para a próxima temporada. Essa reestruturação começa com Fernando Simone, que deixa a coordenação da base para se tornar diretor executivo de futebol; passa por Marcelo Teixeira, gerente de futebol, acumulando funções; e termina em Cristovão Borges, que renovou contrato com o clube no sábado, de acordo com apuração da reportagem. O treinador concordou em receber os mesmos R$ 200 mil mensais que já ganhava. O acerto deve ser comunicado amanhã, quando haverá uma coletiva de imprensa com Simone.
O valor salarial reforça o que foi dito por Cristovão e Peter Siemsen, presidente do Flu, nas últimas semanas. O mandatário havia dito que a renovação dependia do pedido financeiro. Já o treinador sempre comentou que não seria isso que atrapalharia nas negociações.
De fato não atrapalhou. O comandante tricolor sempre mostrou interesse na possibilidade de trabalhar com o elenco desde o início da temporada. Agora, terá essa chance. Mas será cobrado por isso.
Em tempos de Unimed, o nome de Cristovão Borges nunca foi unanimidade nas Laranjeiras. Ele não agradava ao presidente da patrocinadora, Celso Barros, e foi bancado pelos dirigentes. Mario Bittencourt, por exemplo, sempre defendeu a continuidade do trabalho. Foi uma aposta da diretoria.
Com a torcida, o treinador também divide opiniões. Algumas vezes foi alvo de protestos. Ao assumir o time desde janeiro, terá de ir atrás de bons resultados logo no início da temporada, a começar pelo Campeonato Carioca. A tolerância por oscilações, dificilmente, será a mesma de 2014. Cristovão renova o contrato e, agora, tem que renovar o futebol do Flu.