Crise nas universidades públicas do Rio

Instituições de ensino passam por momentos de crise


sábado, 16 de maio de 2015      -     Foto: Filipe Lemos/Campos 24 Horas uenf6uenf1A atual crise nas universidades públicas do Rio tem impactado não apenas os serviços de limpeza e segurança, mas também a assistência estudantil. Ontem, alunos da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) ocuparam o prédio da reitoria depois que o reitor, Carlos Levi, deixou uma reunião do Conselho Universitário (Consuni) sem atender às reivindicações estudantis. O pagamento dos terceirizados, a revisão do edital de bolsa auxílio e a ampliação da moradia estudantil estão entre os principais pedidos dos estudantes. Na Universidade Federal Fluminense (UFF), o restaurante universitário ficou sem funcionar nesta sexta-feira (16) porque não havia quem fizesse a limpeza do local, também por falta de pagamento de funcionários terceirizados. De acordo com eles, a crise financeira que a universidade está passando afeta as obras do novo Campus, o serviço de atendimento de psicologia à população e o pagamento de salários dos funcionários de três empresas terceirizadas que prestam serviços para universidade. Uenf: bolsistas bloqueiam entrada da universidade nesta semana O atraso no pagamento das bolsas, que já foi alvo de vários protestos na Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), levou alunos a mais um ato na manhã da última terça-feira(12). Eles fecharam os portões da universidade. A paralisação teve início na segunda-feira (11)  e se estendeu até sexta-feira. São cerca de 1.300 alunos que recebem R$ 300,00 por mês. O atraso no pagamento das bolsas, segundo os alunos, se arrasta desde o início do ano. O último mês que receberam foi o de fevereiro, referente ao mês de janeiro. Segundo o diretor do Diretório de Estudantes (DCE), Bráulio Fontes, a paralisação tem a finalidade de pressionar o governo do Estado. “A Reitoria da UENF informa à comunidade acadêmica que encontram-se em dia os pagamentos de todos os bolsistas do Auxílio Cotas, cujos recursos são oriundos da própria Universidade, beneficiando 1.187 estudantes incluídos nos programas de Combate à Pobreza dos governos federal e estadual. Reitoria da Uerj foi depredada na noite de quarta-feira, depois de um protesto que reuniu cem pessoas Na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), a reitoria amanheceu depredada, depois de um protesto contra a atual situação da universidade, que reuniu cerca de cem pessoas na noite de quarta-feira. Um grupo de manifestantes, ainda não identificado, tentou invadir a sala do reitor com um quebra-quebra, deixando cinco servidores feridos. Em nota, a Uerj informou que instaurou processos de apuração do caso e que fez o registro de ocorrência na delegacia. Lixo espalhado pelos corredores, banheiros sujos, lixeiras abarrotadas e elevadores sem funcionar normalmente não representam mais um cenário de novidade para quem estuda ou trabalha na Uerj. As aulas, no entanto, continuam acontecendo, por esforço de professores e alunos, que muitas vezes limpam as salas para utilizá-las. “Não fui ontem porque fiquei com medo de não ter segurança, depois da confusão, mas estamos com aula normal, até porque nosso calendário já está muito atrasado”, disse a estudante Luciana Cafasso, de 20 anos. Na cantina do 11º andar do prédio João Lyra Filho, o mesmo da reitoria da Uerj, estudantes doaram cestas básicas aos servidores terceirizados, que estão sem receber os salários de abril. “Dinheiro é uma coisa que estudante não tem, mas a gente pode pegar comida em casa e trazer. Essa luta também é nossa”, disse Alessandra Galo, de 20 anos, aluna do curso Letras. Apesar da greve dos terceirizados, com salários atrasando desde agosto do ano passado, um grupo pequeno continua indo trabalhar. “A luz da minha casa chegou a ser cortada, as coisas estão difíceis demais. Fico feliz de ver os alunos ajudando a gente”, comentou uma ascensorista, que não quis se identificar. “A gente vem pelas pessoas”, disse uma funcionária da limpeza.  



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