Suledil Bernardino_______________ (*)Secretário de Controle Orçamentário e Auditoria
O fenômeno climático, popularmente chamado de tromba d’água, em nosso país, é uma figura da qual podemos comparar à crise econômica, que se abateu particularmente sobre a região produtora de petróleo, a partir do segundo semestre de 2014, quando começou descer ladeira abaixo o preço do barril do petróleo no mercado internacional afetando, diretamente, os municípios que recebem indenização de royalties do petróleo. (Leia mais abaixo)
Para os nossos leitores compreenderem o tamanho da dificuldade que a nossa cidade vem passando, estamos perdendo mais de R$ 2 milhões, por dia, inclusive, computando feriados, sábados e domingos. Nenhuma empresa ou cidade, que tem uma perda superior a 50% da sua receita, em um único ano, tem condições de sobreviver administrativamente.
A prefeita Rosinha Garotinho, com a sua experiência de ex-governadora, tomou medidas duras, mas necessárias para enfrentar a crise ainda no final de 2014, por isso, a prefeitura sobreviveu mantendo serviços essenciais funcionando, ainda que com alguns problemas pontuais. Podemos citar a coleta de lixo, iluminação pública, os hospitais Ferreira Machado e HGG, as ambulâncias, o programa de vacinas, fórmulas especiais de leite, home care, programas como a Guarda Mirim, as unidades de acolhimento da Fundação Municipal da Infância e da Adolescência, o serviço de transporte e merenda escolar. O pior está por vir. O barril do petróleo que, estava a U$S 115 no início do segundo semestre de 2014, despencou e, esta semana, chegou a U$S 27, ou seja, todas as prefeituras do circuito do petróleo terão que se reinventar administrativamente para tentar sobreviver em 2016, mantendo serviços essenciais para a população.
É preciso ter compromisso, coragem e experiência para estar à frente de uma crise de proporções insuportáveis para a população e para um gestor público. Não podemos negar que a prefeita Rosinha Garotinho até aqui tem cumprido esse papel. É muito fácil, para quem está de fora, criticar as decisões e ações que são tomadas em momentos de dificuldades, mas crise se vence com renúncia e trabalho. Não há mágica que resolva momentos como este.