A crise na Saúde de Campos continua mostrando seus reflexos. Desta vez, a falta do repasse por parte da Prefeitura agrava os problemas da Associação Filantrópica Nova Esperança, que funciona na Rua Felipe Uebe, no Parque Califórnia.
De acordo com a presidente Cláudia Marta Pessanha de Souza, a associação contratualizada pelo SUS e Prefeitura há 10 anos, atende pacientes de todo o município de Campos. Por mês, são em média são 500 pacientes, dentre eles, 40 atendimentos de fisioterapia pediátrica, além de mais 900 atendimentos oftalmológicos atendemos as 74 UBS da cidade. A associação conta com 12 profissionais fisioterapeuta e 2 médicos de oftalmologia. (Leia mais abaixo)
Cláudia destaca que há seis meses não há repasse municipal e mesmo com doações para materiais, está sendo difícil para continuar, já que há outras despesas como funcionários, aluguel,contas de água, luz, dentre outras.
Até o momento, o atendimento está seguindo normalmente, mas Cláudia teme que funcionários deixem de ir trabalhar por falta de dinheiro de passagem. 'Estamos sem como cumprir os nossos compromissos, prestes a fechar as portas. E para onde vão os pacientes que precisam dos nossos atendimentos?', finaliza a presidente da associação.
NOTA DA PREFEITURA Em razão das dificuldades financeiras que o município atravessa, resultante principalmente da redução nos royalties e participações especiais, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) reforça que segue estudando o modelo atual de financiamento da rede assistencial, para que se adeque a realidade financeira da gestão afim de regularizar o repasse municipal às unidades contratualizadas. A SMS ressalta que a Prefeitura complementa a tabela SUS como poucos municípios no Brasil.