Crianças com síndrome de down: aprendizagem

ARTIGO


23/08/2015     -     às 12h20       -       Foto: Campos 24 Horas ANDRPor: Andressa Amaral Neuropsicopedagoga Hoje falaremos de um grupo de crianças que possuem características ímpares em seus processos de desenvolvimento: as crianças portadoras de Síndrome de Down. De forma breve é importante entendermos um pouco acerca da SD, que  é desencadeada através da duplicação do cromossomo 21, ou seja, ao invés do indivíduo apresentar dois cromossomos 21, possui três. A esta alteração denominamos trissomia simples, sendo esta a mais frequente. Outra alteração decorrente é a translocação. O erro genético também pode ocorrer pela proporção variável de células trissômicas presente ao lado de células citogeneticamente normais. Como consequência dessas alterações genéticas, todo o desenvolvimento e maturação do organismo portador da síndrome se torna comprometido. Até algum tempo atrás, acreditava-se que não havia outra linha de tratamento para estas crianças, que não a medicamentosa.  Hoje porém, este quadro mudou, já se sabe que crianças com SD, mesmo apresentando diferenças fisiológicas na formação e desenvolvimento do Sistema Nervoso Central, estas estão aptas, assim como outras crianças que não possuam disfunções, ao aprendizado.  Contudo, a velocidade e forma com que este processo se desenvolve é que se diferencia. Por tais razões, alguns fatores são indispensáveis no desenvolvimento da aprendizagem destas crianças: a importância da família no processo de socialização destas crianças, a estimulação precoce e o papel da escola no processo de inclusão destas crianças. Antes destas crianças interagirem com outras crianças, de frequentarem a escola, elas passam pelo primeiro instrumento de socialização que é o seio familiar.  A família é o agente mais importante neste processo pois a interface é feita através dela.  O grande problema é que as expectativas do nascimento, muitas vezes acabam destoando quando se tem a informação que nascerá uma criança com SD.  Este primeiro momento é muito difícil até que os envolvidos se adaptem a esta nova realidade.  Contudo, o grande problema mora no fato de os familiares, principalmente os pais, acharem que crianças com SD são frágeis e acabam as superprotegendo.  Neste momento, o pais acabam limitando a autonomia desta criança, impedindo que frustrações, erros, medos, dentre outros fatores que são fundamentais para socialização, aconteçam. Por esta razão é fundamental que a família permita que esta criança desenvolva autonomia, que tente realizada sozinha algumas tarefas, que sofra frustações, que interaja com outras crianças, além de estimularem as mesmas em seus acertos, incentivando, trabalhando o lúdico em casa, e impondo regras de convivência desde a primeira infância que serão fundamentais neste processo. Além da família, é fundamental que estas crianças sejam estimuladas precocemente pois apresentam comprometimentos, devido à síndrome, de memória auditiva de curto prazo, o que sequencia uma dificuldade de concentração, acomodações espaciais, psicomotores, desenvolvimento do equilíbrio e principalmente de aquisição de linguagem. Neste sentido, iniciar um processo de estimulação fonoaudiológica, psicopedagógica, fisioterápica e psicológica são indispensáveis para que cada vez mais estas crianças consigam desenvolver seus processos cognitivos, ainda que num lapso temporal inerente à síndrome que deve ser respeitado. Outra influência indispensável é a escola como elemento de socialização e desenvolvimento da aprendizagem, vez que é na escola que todo trabalho desempenhado pela família e por profissionais de equipe multidisciplinar, se concretiza no momento de alfabetizar estas crianças. Na próxima semana, para tratarmos da importância da família neste processo faremos uma edição especial com a Querida Nina, uma estrela com Síndrome de Down que brilha a cada dia e surpreende a toda equipe que a acompanha graças aos estímulos que recebe de sua família.  Não deixem de ler! ....................................... Em caso de dúvidas e sugestões, eu e minha equipe estaremos à disposição para responder a todos, através do email: [email protected]. Contatos / Clínica CRIAMSA: Celular: 9 98861239 MEDICAL CENTER SALA 805    



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