CRI e CRA: como funcionam os certificados de recebíveis

Com eles é possível investir em projetos com excelente potencial de retorno sem precisar recorrer aos bancos


  • 14/05/2020, 10h33, Foto: Reprodução/Campos 24 Horas.

O mercado financeiro oferece diversas possibilidades para o investidor que atua com critério.

Para esse público, além do básico a respeito de renda fixa e variável, existem opções interessantes que costumam ser muito úteis na busca por objetivos específicos. (Leia mais abaixo)

É nesse quadro que se encaixam os chamados Certificados de Recebíveis, investimentos indicados para o médio e longo prazo. Com eles é possível investir em projetos com excelente potencial de retorno sem precisar recorrer aos bancos.

O que são CRI's e CRA's

São ativos de renda fixa, que são emitidos por companhias securitizadoras no mercado financeiro.

Securitização é um processo no qual créditos são convertidos em títulos. Nesse processo, a captação de recursos ocorre de forma personalizada para empreendimentos de perfis diferentes, indo além das opções oferecidas por bancos ou agentes públicos.

Assim, são os próprios responsáveis pelos projetos que vão até o mercado buscar recursos, transformando valores em títulos para serem comercializados entre os investidores. (Leia mais abaixo)

Uma peculiaridade desse tipo de investimento é que ele não é assegurado pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), o que o torna menos indicado para o investidor de perfil conservador.

Em contrapartida, é uma solução bastante atraente para o investidor que tem maior predisposição a riscos em busca de conseguir resultados melhores.

Diferenças entre CRI's e CRA's

Basicamente, a diferença está no segmento de cada uma delas.

Enquanto o Certificado de Recebíveis Imobiliários serve para financiar movimentações no mercado imobiliário, o Certificado de Recebíveis do Agronegócio visa o setor do agronegócio no país. (Leia mais abaixo)

Assim, investindo em CRI, o investidor adquire um título e na prática empresta o seu dinheiro para o emissor. Já investindo em CRA o movimento é o mesmo, entretanto, o dinheiro é destinado ao setor do agronegócio.

CRI é uma solução que costuma ser apresentada por construtoras e incorporadoras. O CRA tende a ser uma oferta disponibilizada por produtores rurais ou então por cooperativas.

Como LCI e LCA se diferem de CRI e CRA

Todos são tipos de títulos de crédito imobiliário. Entretanto, as chamadas Letras de Créditos Imobiliários (LCI's) são mais acessíveis que CRI's em função dos valores iniciais dos títulos. É normal que o investimento mínimo em CRI seja bem mais alto do que em LCI.

No geral, LCI's são emitidas por bancos, CRI's, por securitizadoras. Ambas contam com isenção de Imposto de Renda e resgate no vencimento. (Leia mais abaixo)

Entretanto, embora o público-alvo das LCI's seja o investidor de uma maneira geral, no caso das CRI's, embora qualquer investidor tenha acesso ao ativo, por conta do preço elevado, existe uma minoria que tem acesso ao título. Enquanto as LCI's são cobertas pelo FGC, as CRI's, não são.

Esse mesmo raciocínio serve para diferenciar as CRA's das LCA's. Assim, o principal diferencial entre as soluções está no perfil do público, sendo as LCA's e LCI's mais direcionadas a um mercado maior, que compreende o investidor de perfil conservador.

Opções deste tipo de investimento 

Em termos de rentabilidade, tanto CRI's quanto CRA's oferecem títulos:

  • prefixados, quando o valor a ser recebido é previamente determinado;
  • pós-fixados, quando a rentabilidade depende das oscilações no mercado financeiro;
  • híbridos, quando existe uma combinação entre uma parte prefixada e outra que varia de acordo com índices como o Certificado de Depósito Interbancário (CDI) e o índice de Preços ao Consumidor (IPCA).

Em termos de segurança, é preciso ter em mente que existe risco de crédito, que diz respeito à possibilidade de a emissora não honrar seus compromissos. (Leia mais abaixo)

Também é uma aplicação que oferece baixa liquidez, sendo difícil para o investidor resgatar rapidamente seu dinheiro investido.

Quando vale a pena investir em CRI e CRA

Dependendo da estratégia do investidor, qualquer ativo pode ser uma solução na sua busca por objetivos. Em relação a isso, tanto os CRI's quanto os CRA's precisam ser consideradas.

É certo que, considerando este raciocínio, ambos são sim bons investimentos. Entre os principais motivos, ambos não apresentam incidência de Imposto de Renda nos rendimentos.

Por isso, pensando em uma estratégia de médio ou longo prazo, esses ativos se mostram especialmente interessantes no planejamento de viagens e da aposentadoria. (Leia mais abaixo)

Em resumo, essas são aplicações em renda fixa que não têm Imposto de Renda e costumam apresentar rentabilidade até superior a outros ativos dessa natureza.

No geral, tanto CRI's quanto CRA's representam alternativas que podem ser consideradas dentro de uma estratégia montada pelo investidor consciente.



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