Há registros de casos na China em que pessoas que já haviam contraído o vírus foram infectadas novamente, mas ainda não há material o bastante para afirmar que uma possível reinfecção seja universal.
"O vírus foi detectado novamente em alguns indivíduos que já tinham sido considerados curados até 30 dias depois da alta. Entretanto, ainda não se sabe se foi uma nova exposição ao vírus ou se ele havia se tornado subdetectável [não detectado no teste] e voltou a ser ativo e capaz de replicar. Em geral, uma parte dos indivíduos infectados tem níveis altos de anticorpos durante e depois da infecção e, em uma janela curta de tempo, provavelmente é resistente a uma nova infecção", pontua o virologista Neris. (Leia mais abaixo)
Como ainda não há certeza de que as pessoas sejam reinfectadas, também não se pode estimar se, a exemplo da dengue, uma segunda infecção venha a ser mais violenta.
"No caso da reinfecção, que é muito mais exceção do que regra, não se tem evidências de que será um caso pior. O que acontece com alguns quadros infecciosos reincidentes é que, como o nosso sistema de imunidade já teve contato prévio com aquele vírus ou com um muito semelhante — como dengues do tipo 1 ao 4 —, hipoteticamente, podemos ter uma resposta imune muito acentuada e, em vez de combater com um tiro de revólver, vamos dar um de canhão. Isso produz uma resposta inflamatória mais intensa no nosso organismo, e são maiores as chances de evoluir com sintomas de mais gravidade. Mas não está estabelecido", afirma o infectologista Westin.
Fonte: UOL