Feriado prolongado, sol e calor em boa parte do Brasil, e uma vontade danada de sair de casa são os ingredientes perfeitos para a contaminação pelo novo coronavírus. Já na sexta-feira (04) as estradas registraram trânsito intenso em direção a cidades praianas.
Em maio, pesquisadores espanhóis do CSIC (Conselho Superior de Investigações Científicas) divulgaram um relatório em que dizem que a transmissão do coronavírus pela água é bem pouco provável e reforçam que o problema desses locais —piscinas, praias, rios e lagos— é a aglomeração que normalmente se forma e o uso de objetos comuns. (Leia mais abaixo)
Os cientistas se basearam na literatura científica disponível para dar uma série de indicações e recomendações para os espaços destinados a atividades aquáticas recreativas.
Em São Paulo, estão proibidos os banhos de mar —apesar de os esportes na água estarem liberados— assim como o uso de cadeiras e guarda-sol na faixa de areia, tudo para evitar a aglomeração, e o uso de máscara é obrigatório.
Vale o reforço: a principal via de transmissão do Sars-CoV-2 continua sendo as secreções respiratórias que são geradas pela tosse e espirros e pelo contato pessoa a pessoa, daí a importância do uso da máscara —por você e pelo próximo—, mesmo na areia, na praia e em locais abertos, mesmo com calor.
O perigo da praia não é a contaminação na água e na areia, mas sim a aglomeração que, fatalmente, deve se formar com a quantidade de banhistas esperada devido ao feriado.
Está calor? Sim, mas é importante aproveitar o feriado com consciência tendo em vista que o vírus continua em circulação no país. Prefira uma caminhada na orla da praia, de máscara, e lave as mãos ao chegar em casa. (Leia mais abaixo)
Fonte: UOL