Covid: contaminar-se no mar é improvável, o problema é a aglomeração

Já na sexta-feira (04) as estradas registraram trânsito intenso em direção a cidades praianas


  • 06/09/2020, 10h40, Foto: Reprodução.

Feriado prolongado, sol e calor em boa parte do Brasil, e uma vontade danada de sair de casa são os ingredientes perfeitos para a contaminação pelo novo coronavírus. Já na sexta-feira (04) as estradas registraram trânsito intenso em direção a cidades praianas.

Em maio, pesquisadores espanhóis do CSIC (Conselho Superior de Investigações Científicas) divulgaram um relatório em que dizem que a transmissão do coronavírus pela água é bem pouco provável e reforçam que o problema desses locais —piscinas, praias, rios e lagos— é a aglomeração que normalmente se forma e o uso de objetos comuns. (Leia mais abaixo)

Os cientistas se basearam na literatura científica disponível para dar uma série de indicações e recomendações para os espaços destinados a atividades aquáticas recreativas.

  • em piscinas e spas, o uso de cloro deve ser suficiente para inativar o vírus.
  • em relação à água do mar, embora não existam dados sobre a persistência do Sars-CoV-2, o efeito de diluição, assim como a presença de sal, são fatores que provavelmente contribuem para a diminuição da carga viral e sua inativação por analogia com o que acontece com vírus semelhantes.
  • já a sobrevivência do Sars-CoV-2 na água de rios, lagos, piscinas frescas e não tratadas é superior em comparação com piscinas e água salgada e, portanto, devem ser tomadas medidas de precaução para evitar aglomerações, sendo estes os ambientes aquáticos mais desaconselháveis.
  • já em relação à areia, embora não existam estudos experimentais a esse respeito, a ação conjunta do sal na água do mar, a radiação ultravioleta solar e a alta temperatura que a areia pode atingir, são favoráveis

Em São Paulo, estão proibidos os banhos de mar —apesar de os esportes na água estarem liberados— assim como o uso de cadeiras e guarda-sol na faixa de areia, tudo para evitar a aglomeração, e o uso de máscara é obrigatório.

Vale o reforço: a principal via de transmissão do Sars-CoV-2 continua sendo as secreções respiratórias que são geradas pela tosse e espirros e pelo contato pessoa a pessoa, daí a importância do uso da máscara —por você e pelo próximo—, mesmo na areia, na praia e em locais abertos, mesmo com calor.

O perigo da praia não é a contaminação na água e na areia, mas sim a aglomeração que, fatalmente, deve se formar com a quantidade de banhistas esperada devido ao feriado.

Está calor? Sim, mas é importante aproveitar o feriado com consciência tendo em vista que o vírus continua em circulação no país. Prefira uma caminhada na orla da praia, de máscara, e lave as mãos ao chegar em casa. (Leia mais abaixo)

Fonte: UOL



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