Vídeo: Infectologista explica ao Campos 24 H condições do HFM

Nélio Artiles é chefe do setor de doenças infecciosas do HFM


  • 18/03/2020, 13h20, Foto: Campos 24 Horas.

(VEJA VÍDEO AO FINAL DA MATÉRIA) - O chefe do Setor de Doenças Infecciosas do Hospital Ferreira Machado (HFM), o infectologista Nélio Artiles, falou nesta quarta-feira (18) ao Campos 24 Horas sobre as condições suportáveis da unidade de saúde em caso de possível demanda de pacientes por conta do coronavírus e, ainda, sobre a falta de luvas, capotes e máscaras na rede pública, além do seu uso indiscriminado destes materiais por algumas pessoas menos conscientes das formas de transmissão do vírus. Ao ser questionado se o HFM teria condições de suportar uma demanda da doença, ele explica que qualquer setor de saúde que tiver demanda maior do que o esperado, tem impacto.

- Passamos hoje por uma dificuldade, todo mundo sabe disso, a estruturação é complexa e existem sim, algumas falhas e algumas faltas, mas acredito que com planejamento e o serviço público está buscando isso e espero que isso aconteça e que não haja nenhuma falta de luva, capote, máscara. Isso a gente tem tido dificuldade sim, mas a gente espera que seja sanado em breve tempo – afirma o chefe do setor do DIP. (Leia mais abaixo)

Nélio Artiles chama a atenção para o uso “inadequado e exagerado” das pessoas com uso de máscara e luva, o que acaba causando o desfornecimento do material. “Esse vírus se transmite sim, pelas vias respiratórias, mas mais pelas mãos. A parte respiratória é uma gotícula e a gotícula quando se expele, sai da boca e coisa de um metro ela cai no chão. A necessidade de usar máscara é quanto a pessoa tem contato próximo com o outro, menos de um metro e se você for ficar alguns minutos com ele. Ou ainda, quando o médico vai abordar o paciente, quando a enfermagem ou outro profissional de saúde vai fazer o procedimento no paciente”, explica Nélio Artiles.

O que foi constatado pelo Campos 24 Horas é de que, especialmente no prédio da Secretaria Municipal de Saúde, todos os dias existe um aglomerado de pessoas, incluindo crianças, do lado de fora, além das outras dentro do prédio. Néllio Artiles explica que sempre se precisa de lugares que tenha ventilação, onde o ar circule, porque neste caso a chance de contaminação é menor. “A unidade de saúde tem que se organizar para isso, mas com segurança, porque não adianta colocar as pessoas para o lado de fora com alguém passando mal. E claro que se a pessoa estiver passando mal, tem que colocá-la para dentro”, finaliza Nélio Artiles. 



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