Os pesquisadores analisaram dados de mortalidade de 169 hospitais na Ásia, Europa e América do Norte, abrangendo quase 9.000 pacientes com COVID-19. Eles encontraram um padrão consistente: pacientes infectados com problemas cardíacos pré-existentes, como doença arterial coronariana ou arritmia, eram mais propensos a morrer do que aqueles sem problemas cardíacos.
Uma teoria que explica por que a COVID-19 é mais letal para estas pessoas envolve os medicamentos prescritos para estes problemas, particularmente os inibidores da enzima de conversão da angiotensina (ECA, ou ACE) e os bloqueadores dos receptores da angiotensina (BRAs, ou ARBs). Ambas as drogas interagem com o receptor ACE2, que o coronavírus usa para sequestrar as células. (Leia mais abaixo)
Devido a esse vínculo compartilhado, alguns médicos argumentaram que os pacientes podem precisar interromper esses medicamentos como precaução. Mas organizações como a American Heart Association se opuseram à ideia, afirmando que não houve nenhuma evidência conclusiva de dano por tomar qualquer um dos medicamentos ao contrair o vírus.
Neste estudo, os pesquisadores não encontraram relação entre o uso desses medicamentos e um maior risco de morte. Dado o quão importantes eles são para o gerenciamento de doenças cardiovasculares, é uma ótima notícia, desde que os resultados do estudo se sustentem.