Corpo de Boechat é velado no Museu da Imagem e do Som

Boechat deixa mulher, cinco filhas e um filho


  • 11/02/2019, 22h27, Foto: Divulgação.

A mulher do jornalista, Veruska Seibel, chegou à cerimônia, realizada no Museu da Imagem e do Som (MIS), acompanhada pelas duas filhas: Valentina, 12, e Catarina, 10

Quem também estava com ela foi Dona Mercedes, mãe de Boechat. "Obrigada pela força", declarou Veruska aos jornalistas. (Leia mais abaixo)

"Eu quero falar que meu marido era o ateu que praticava o mandamento mais importante, que era do amor ao próximo. Nunca vi alguém se preocupar a ajudar tanto todo mundo. Agora ele é nosso anjinho. Que Deus me ajude com as nossas filhas. Minha ficha ainda não caiu", acrescentou.

Os outros filhos de Boechat chegaram em uma van cerca de dez minutos depois, mas evitaram conversar com a imprensa.

O empresário Abílio Diniz, cujo filho mais velho sofreu em acidente de helicóptero em 2001, foi um dos primeiros a chegar ao velório. Ele estava acompanhado da mulher, Geyse Marchesi.

Por volta das 23h20, o corpo de Ricardo Boechat chegou em um carro do serviço funerário da prefeitura de São Paulo. O caixão foi levado por familiares até o salão onde acontece o velório no MIS

O velório acontecerá até as 14h desta terça. Em seguida, o corpo será cremado em cerimônia reservada. A Band não informará o cemitério a pedido da família do apresentador. (Leia mais abaixo)

O acidente ocorreu no início da tarde de hoje (11). O piloto da aeronave, Ronaldo Quatrucci, também morreu.

A pedido do presidente Jair Bolsonaro, o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, irá representá-lo no velório do jornalista. Bolsonaro disse que ele e Boechat eram amigos “há mais de 30 anos” e que ele apelidou o jornalista de “Jacaré”.

Boechat tinha 66 anos, era apresentador do Jornal da Band e da rádio BandNews FM e tinha uma coluna semanal na revista ISTOÉ. O jornalista nasceu em Buenos Aires, na Argentina, quando o pai Dalton Boechat, diplomata, estava a serviço do Ministério das Relações Exteriores. Dono de um humor ácido, usava essa característica para noticiar fatos e criticar situações. O tom era frequente nos comentários de rádio, televisão e também na imprensa escrita.

Políticos, magistrados e organizações vieram a público para lamentar a morte do jornalista.



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