Coronel preso após ordem de Moraes tem duas horas de banho de sol e segurança 24h

O militar é investigado por suposto envolvimento nos crimes de tentativa de golpe de Estado e de abolição do Estado democrático




12/02/2024, 14h54, Foto: Divulgação.


O coronel Bernardo Romão Correa Neto, preso neste domingo (11), quando desembarcou dos Estados Unidos no Aeroporto de Brasília, está preso no Batalhão da Guarda Presidencial, onde há uma equipe de militares que fica, permanentemente, responsável pela segurança do custodiado (24 horas por dia), que fica em local com as dimensões de 4,34m x 4,51m. A informação foi dada à RECORD pelo Exército.(Leia mais abaixo)


Correa Neto é alvo de um mandado de prisão preventiva decretado pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes — outras três pessoas, incluindo um major do Exército, já tinham sido detidos na Operação Tempus Veritatis.(Leia mais abaixo)


O Exército informou ainda que, diariamente, estão previstas duas horas de banho de sol com atividade física individual, realizada no interior do aquartelamento, sempre acompanhado de uma equipe de guarda.(Leia mais abaixo)


"O militar recebe café da manhã, almoço, jantar e ceia, realizadas no cômodo onde se encontra recolhido. O cardápio é o mesmo servido no quartel para os demais militares. O Coronel utiliza os uniformes previstos no Regulamento de Uniformes do Exército (RUE)", diz a nota. (Leia mais abaixo)


O coronel é investigado por suposto envolvimento nos crimes de tentativa de golpe de Estado e de abolição do Estado democrático de direito.(Leia mais abaixo)


Na última semana, a operação da PF que investiga o caso deteve o presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, além de outras três pessoas que também tiveram a prisão preventiva decretada e o cumprimento de 33 mandados de busca e apreensão em nove estados e no Distrito Federal. Costa Neto foi solto no último sábado à noite após decisão de Moraes.(Leia mais abaixo)


Operação Tempus Veritatis - Segundo a PF, inicialmente, 16 militares são investigados por pelo menos três formas de atuação. A primeira é a produção, divulgação e amplificação de notícias falsas quanto à segurança das eleições de 2022 para estimular seguidores a permanecerem na frente de quartéis e instalações das Forças Armadas.(Leia mais abaixo)


O segundo ponto de atuação dos militares investigados pela PF seria de apoio às ações golpistas, reuniões e planejamento para manter os atos em frente aos quartéis, incluindo mobilização, logística e financiamento para auxiliar os manifestantes.(Leia mais abaixo)


Havia ainda o "Núcleo de Inteligência Paralela", que seria formado pelos militares Augusto Heleno, Marcelo Camara e Mauro Cid. Esse grupo faria a coleta de dados e informações que auxiliassem a tomada de decisões do então presidente da República na consumação do golpe.


Fonte: R7