Coronavírus aumenta compras pela internet: veja dicas e cuidados

Alguns varejistas registraram aumento de 180% nas vendas de alimentos, bebidas, saúde e higiene pessoal




25/03/2020, 15h42, Foto: Reprodução.

Com a suspensão das atividades de lojas físicas para diminuir a velocidade de disseminação da Covid-19, comprar pela internet se tornou a única opção para consumidores garantirem itens desejados, com exceção de comida e remédios. O impacto das medidas de contenção do novo coronavírus já é sentido pelo comércio eletrônico: de acordo com a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (Abcomm), alguns varejistas registraram aumento de 180% nas vendas de produtos das categorias alimentos, bebidas, saúde e higiene pessoal desde 12 de março. O momento favorável para os negócios tem estimulado estabelecimentos online a fazerem promoções e oferecerem condições especiais aos clientes, que devem ficar atentos às oportunidades para não perder a chance de economizar.


— De forma geral, o incremento nas vendas do e-commerce é de 30% a 40% (desde as primeiras recomendações de distanciamento social). Agora, é hora de o consumidor, mais do que nunca, pesquisar preços do que quer adquirir e ter cuidado com golpes. Sempre que há aumento sazonal das transações eletrônicas, cresce também o número de oportunistas querendo lesar as pessoas — alerta o presidente da Abcomm, Mauricio Salvador.


Para obter vantagens nas compras, o ideal é começar com uma busca bem completa nos sites, de olho nos valores cobrados pelos produtos e no custo de entrega. Comparadores de preços disponíveis na internet ajudam a localizar as melhores ofertas. Concentrar a aquisição em um estabelecimento pode ser uma estratégia para reduzir ou até eliminar despesas com frete, já que é comum lojas isentarem o cliente da taxa quando a quantia gasta é alta.


— A entrega grátis, muitas vezes, está atrelada a uma modalidade de frete mais demorada. É preciso avaliar se é possível esperar mais pelos produtos ou se vale a pena pagar a taxa e ter as mercadorias entregues em um prazo curto — orienta Salvador.


Também é importante verificar se há diferenças entre compras feitas pelo site e pelo aplicativo da loja escolhida. Alguns varejistas concedem benefícios como descontos mais agressivos e frete gratuito para quem fecha negócio pelo app no telefone celular. Outro detalhe que merece a atenção do consumidor interessado em economizar é a possibilidade de ter cashback — ou seja, receber parte do valor pago de volta — e acumular saldo para gastar em aquisições futuras.


— Pesquiso preços em várias lojas, mas, como uso aplicativos de pagamento que oferecem cashback, dou preferência àquela que mantém convênio com essas plataformas e que vai me permitir ganhar algo na compra. Sempre procuro uma vantagem — diz a administradora Thaissa da Silva Santos, de 29 anos, integrante do time de "caçadores de ofertas" do "Qual oferta", plataforma dos jornais EXTRA, O Globo e Expresso que reúne, no impresso e no digital, as melhores promoções de supermercados, drogarias e lojas de departamento de Rio e Grande Rio.


Nas transações feitas pela internet, a exemplo do que ocorre nos estabelecimentos físicos, pagamentos à vista — por meio de boleto, cartão de crédito ou transferência bancária — costumam render descontos. O presidente da Abcomm, Mauricio Salvador, lembra que é preciso se certificar da segurança da loja antes de optar por liquidar a fatura usando boleto ou depósito, pois, em caso de problemas, fica mais difícil reaver o dinheiro depois. Pesquisar a reputação do vendedor em sites de reclamações e nas mídias sociais, observar se há um cadeado ao lado do endereço da página eletrônica no navegador e desconfiar de preços muito baixos são cuidados necessários.


Usar cupons de descontos fornecidos pelos próprios varejistas ou por sites especializados é outro artifício que os consumidores têm para deixar as compras online mais econômicas. No entanto, há registros de fraudes em que páginas maliciosas na internet utilizam a oferta de cupons como isca para roubar dados dos usuários. Antes de digitar qualquer informação pessoal solicitada em cadastro, deve-se checar se a plataforma é confiável.


Fonte: Extra