terça-feira, 24 de setembro de 2013 - Foto: Divulgação
O prédio marca a presença da religiosidade católica junto às atividades sucroalcooleiras da Usina Mineiros, à época de propriedade da família Chrisóstomo de Oliveira (Leia mais abaixo)
A paróquia de Santa Ana, em Saturnino Braga, tem novo prazo para demolir a obra de um campanário anexo à capela centenária, tombada pelo Conselho de Preservação do Patrimônio Arquitetônico Municipal (Coppam) pela sua importância histórica. O prédio marca a presença da religiosidade católica junto às atividades sucroalcooleiras da Usina Mineiros, à época de propriedade da família Chrisóstomo de Oliveira.
HISTÓRICO
A Capela de Santa Ana, uma das mais tradicionais da Baixada Campista, que surgiu a partir de uma capelinha datada de 1901 e construída com a atual arquitetura em 1926, faz parte de um estudo feito pelo Núcleo de Iniciação à Pesquisa, do UNIFLU/FAFIC, e incorporada pelo COPPAM, no sentido de promover sua preservação histórica. - Ocorre que a comunidade católica local, administrativamente ligada à Paróquia de São Sebastião, desrespeitando as leis, planejou a construção, sem ao menos apresentar o projeto arquitetônico à Secretaria de Obras, Urbanismo e Infraestrutura, de um campanário, sob o argumento de que a igreja carece de um sino para anunciar suas liturgias – informa Orávio. O presidente do Coppam lembrou que as capelas, historicamente, não possuem sinos em seus edifícios e, sim, “torre da rainha”, que é uma construção próxima, contendo o sino, mas separado do prédio original. Ele ressalta que para intervenções em prédios históricos é necessária a autorização da Secretaria Municipal de Obras, Urbanismo e Infraestrutura e do Conselho de Preservação do Patrimônio Arquitetônico Municipal.