Coppam busca solução para riscos no antigo Hotel Flávio

A Defesa Civil isolou a área, interditando prédios vizinhos ao lado da centenária construção


  • 26/06/2018, 18h17, Foto: Comunicação da PMCG.
O Conselho de Preservação do Patrimônio Histórico e Cultural de Campos (Coppam) se reuniu nesta terça-feira (26), na sala da entidade, para discutir as medidas que serão tomadas sobre o prédio do antigo Hotel Flávio. No dia anterior, parte da estrutura desabou, sem deixar pessoas feridas. A Coordenadoria Municipal da Defesa Civil isolou a área, interditando prédios vizinhos ao lado da centenária construção e solicitou à Guarda Civil Municipal a interdição do trânsito na Rua Carlos Lacerda, entre as Ruas Sete de Setembro e 21 de Abril, para evitar acidentes em caso de desmoronamento. — Em novembro de 2016 os herdeiros e inventariantes do prédio tentaram fazer a doação do imóvel à Prefeitura, mas o processo não foi finalizado. Agora precisamos de uma posição oficial dos responsáveis, para avaliarmos que medidas serão adotadas — afirmou a presidente do Coppam, Cristina Lima. Representando os inventariantes, compareceu à reunião o arquiteto e urbanista Mariel Lima de Oliveira, que anunciou para a manhã desta quarta-feira (27), a chegada à cidade de um representante da família proprietária do prédio, vindo do Rio de Janeiro, para tratar do assunto. “Minha orientação é que ele prepare um requerimento, relatando sua proposta e apresente ao Coppam, para que possamos nos posicionar”, acrescentou Cristina. Mariel sugeriu que, independente da decisão sobre quem ficará responsável pelo prédio, que sejam tomadas rapidamente as medidas mais urgentes. “Como arquiteto há mais de 30 anos, sugiro que seja escorada a fachada, em respeito à Lei de preservação do patrimônio histórico e cultural, e que a parte de trás seja demolida, porque a estrutura está muito comprometida. Não vejo outra alternativa”, orientou. Comerciantes e empresários com imóveis vizinhos ao prédio também participaram da reunião para falar da preocupação, entre eles a médica Mara Magliano, que tem uma clínica “colada” ao prédio do hotel. “Tomara que saia logo uma decisão e a situação seja resolvida rapidamente, para que o trânsito no trecho seja liberado e possamos voltar a trabalhar”, afirmou. Construído no Século XIX e com mais de 170 anos, o prédio foi abandonado há vários anos. Ele pertence a membros da família Carneiro Mendonça, ligada ao histórico comendador José Carneiro da Silva, o Visconde de Araruama. Em 2011, os proprietários já foram notificados, no Rio de Janeiro, pelo Ministério Público, sobre a precariedade da estrutura e consequente risco de acidentes, mas nenhuma medida foi adotada. LEIA TAMBÉM: Vídeos: Ruas são interditadas no Centro por risco de desabamento de prédio



fique bem informado