Após o anúncio de que a vacina da Pfizer e BioNTech contra Covid-19, a BNT162b2, é mais de 90% eficaz na prevenção à doença, o coordenador dos estudos no Brasil, o médico Edson Moreira, informou que a farmacêutica deverá enviar os dados para registro da vacina ainda em novembro, junto com um pedido para uso emergencial.
"A Pfizer pretende fazer isso [pedido de registro] até o final desse mês, até a terceira semana. E, diante da gravidade do assunto e da importância de saúde pública, também pedir uma aprovação para uso e distribuição emergencial", afirmou Moreira à GloboNews. (Leia mais abaixo)
Sobre a eficácia de 90% da vacina desenvolvida pela Pfizer, Moreira explicou que, além de ela ter superado as expectativas dos desenvolvedores, outro resultado importante foi registrado: os voluntários que tomaram o imunizante tiveram uma produção de anticorpos superior à das pessoas que tiveram Covid.
"90% de eficácia é extraordinário", afirmou Moreira. "Pode parecer pouco, mas, no mundo das vacinas, isso está nas mais altas respostas que poderíamos esperar."
A taxa de eficácia representa quantas pessoas receberam a vacina e não ficaram doentes. Se essa taxa é de 90%, isso significa que, entre as pessoas vacinadas, 90 a cada 100 (ou 9 a cada 10) não ficaram doentes, ou seja, a vacina foi capaz de protegê-las.
O diretor da BioNTech, Ugur Sahin, disse esperar que a imunidade gerada pela vacina dure pelo menos um ano. "Devemos ser otimistas de que o efeito da imunização pode durar pelo menos um ano,” disse.
Principais pontos do anúncio (Leia mais abaixo)
A Pfizer e a BioNTech também disseram que, até agora, não encontraram nenhuma preocupação séria de segurança e esperam obter autorização de uso emergencial nos EUA ainda neste mês.
'Resultados positivos'
Bruce Aylward, diretor-geral assistente da Organização Mundial da Saúde (OMS), disse que os resultados provisórios anunciados pela Pfizer foram "muito positivos".
Em uma rede social, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, também disse que as notícias são encorajadoras e parabenizou os cientistas de todo o mundo.
"Agradecemos as encorajadoras notícias sobre a vacina da Pfizer/BioNTech e também todos os cientistas e parceiros pelo mundo que estão desenvolvendo novas ferramentas seguras e eficazes para vencer a Covid-19. O mundo está experimentando inovações científicas e colaborações sem precedentes para acabar com a pandemia!" (Leia mais abaixo)
Eficácia mínima de 50%
A FDA, agência regulatória dos Estados Unidos, já anunciou que qualquer vacina deve comprovar 50% de eficácia antes de ser liberada.
Além disso, as empresas testando as vacinas devem rastrear metade de seus participantes para efeitos colaterais por pelo menos dois meses – o período de tempo em que problemas costumam aparecer. A Pfizer espera atingir essa marca no final deste mês. Segundo a farmacêutica, não houve casos graves de Covid-19 entre os participantes até agora.
A agência regulatória americana também exige que as vacinas candidatas no país sejam estudadas em pelo menos 30 mil pessoas. Os estudos devem incluir, além de adultos mais velhos, outros grupos de risco, como minorias e pessoas com problemas crônicos de saúde.
Fonte: G1 (Leia mais abaixo)