Ainda que você não fume, respirar a fumaça do cigarro de alguém com quem você convive pode aumentar o risco de câncer bucal em mais de 50%, de acordo com um novo estudo publicado na revista Tobacco Control.
Segundo o Inca (Instituto Nacional de Câncer), a fumaça que sai da ponta do cigarro e se difunde no ambiente contém, em média, três vezes mais nicotina, três vezes mais monóxido de carbono e até 50 vezes mais substâncias cancerígenas do que a fumaça que o fumante inala. E não adianta só abrir o vidro do carro ou esperar que alguns minutos passem: as substâncias ficam no ar por até 24 horas. (Leia mais abaixo)
Como o estudo foi feito
De acordo com os cientistas, a revisão sistemática e meta-análise apoiam uma associação causal entre a exposição ao fumo passivo e o câncer oral.
"Além disso, as análises da resposta à exposição, incluindo a duração da exposição (mais de 10 ou 15 anos) ao fumo passivo, apoiam ainda mais a inferência causal", disseram os autores em um comunicado à imprensa.
Além do câncer de boca, outras pesquisas já mostraram que o fumo passivo pode causar diversas doenças, como asma, enfisema pulmonar, bronquite crônica, câncer de pulmão, aterosclerose, infarto e AVC (Acidente Vascular Cerebral).
Fonte: Viva Bem (Leia mais abaixo)