'Continua orando', disse sargento do Bope à mulher antes de morrer em megaoperação no RJ

Heber Carvalho da Fonseca disse que estava bem horas antes de ser atingido em confronto no Complexo da Penha


  • 29/10/2025, 14h02, Foto: Reprodução.

O 3º sargento do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) Heber Carvalho da Fonseca trocou as últimas mensagens com a mulher, Jéssica Araújo, na manhã desta terça-feira, 28, pouco tempo antes de ser atingido em tiroteio nos Complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, durante megaoperação das Polícias Civil e Militar. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu.

A viúva compartilhou o print das mensagens em suas redes sociais. “Você tá bem?”, perguntou a mulher. “Deus está te cobrindo. Estou orando.” Heber respondeu pouco depois: “Estou bem”, disse. “Continua orando.” Esta foi a última mensagem. (Leia mais abaixo)

Depois do breve diálogo, Jéssica continuou a enviar mensagens e fazer ligações, sem resposta. “Te amo”, disse. “Cuidado, pelo amor de Deus. Muitos baleados. Amor, me dá sinal de vida sempre que puder”, escreveu. Às 13h33, 13h34 e 13h36, ela tentou ligar novamente, sem sucesso.

Na publicação, a viúva lamentou o ocorrido e perguntou como contaria à filha do casal sobre a morte. Já nesta quarta-feira, 29, ela fez outro desabafo. “Outubro, mês do aniversário da minha filha”, escreveu. “E para o resto da vida ela vai lembrar do paizinho dela.” (Leia mais abaixo)

“Ele dizia que tinha uma senha em suas mãos, toda vez que perdia um colega”, continua a mulher na publicação. “Que o dia que acontecesse com ele, iria fazendo o que mais amava. E a gente nunca acredita, esse dia chegou. Não consigo explicar essa dor.”

Governador do Rio de Janeiro lamenta morte de policiais - Além de Heber Carvalho da Fonseca, outros três policiais morreram na operação. Um deles foi o também sargento do Bope Cleiton Serafim Gonçalves, que foi levado junto com ele ao Hospital Estadual Getúlio Vargas. Os outros dois foram Marcus Vinícius Cardoso de Carvalho, comissário da 53ª Delegacia de Polícia (DP), e Rodrigo Velloso Cabral, da 39ª DP. (Leia mais abaixo)

O governador Cláudio Castro (PL) lamentou a morte deles em suas redes sociais. “Hoje o Rio de Janeiro amanheceu de luto”, escreveu. “Quatro bravos policiais foram mortos por narcoterroristas durante a Operação Contenção, em um dia histórico de enfrentamento ao crime organizado.”

Castro informou que promoverá os quatro postumamente. “Minha solidariedade e minhas orações estão com as famílias, amigos e colegas de farda desses heróis. Eles serviram ao Estado com coragem, defendendo o que acreditavam: um Rio mais seguro e livre.” (Leia mais abaixo)

Fonte: Revista Oeste



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